a vida é pequena, a intolerância é perversa, o orgulho não te deixa olhar pra dentro, cheio de pré-conceitos de tudo, acadêmico, a vida é muito pequena, é um pedaço de uma coisa qualquer, bem maior, não tolero mais sua inveja, já tô batendo os pinos, tô fervendo, tôcemporcentosemnoção, o que mais me incomoda é sua capacidade incrível, quase impossível, de não alimentar discussões, sem coração talvez nos soaria menos clichê de sua parte, sou forasteiro, inquieto, e certo daquilo que me deixa feliz, também sou intolerante, orgulhoso, invejoso e te confesso que coleciono meus conceitos mais escrotos, no fundo nós somos bem diferentes, como na lápide de Bukowsky, nem tente!
sábado, 18 de abril de 2009
NEM TENTE!
a vida é pequena, a intolerância é perversa, o orgulho não te deixa olhar pra dentro, cheio de pré-conceitos de tudo, acadêmico, a vida é muito pequena, é um pedaço de uma coisa qualquer, bem maior, não tolero mais sua inveja, já tô batendo os pinos, tô fervendo, tôcemporcentosemnoção, o que mais me incomoda é sua capacidade incrível, quase impossível, de não alimentar discussões, sem coração talvez nos soaria menos clichê de sua parte, sou forasteiro, inquieto, e certo daquilo que me deixa feliz, também sou intolerante, orgulhoso, invejoso e te confesso que coleciono meus conceitos mais escrotos, no fundo nós somos bem diferentes, como na lápide de Bukowsky, nem tente!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
MINHAS ESQUINAS
Tenho esquinas esquisitas perto de minha casa. Chego sempre com as sombras. Jogo o farol alto pra não entrar em nenhuma roubada. Sei que o destino não nos permite o evitar. Mas faço minha parte mesmo assim. Tenho uma faca debaixo do banco de meu carro. Carrego sempre. Atento. Pronto pra uma enfiada sem volta. Não tô nem aí. Faz parte de minha natureza. Da minha não, de toda a natureza de qualquer ser humano vivo. Costumo defender-me até a última possibilidade. O faço mais com as palavras. E sou rejeitado. Curto muito isso. Estou sossegado. Não coleciono possibilidades. Eu faço acontecer. Do meu jeito. Com as pessoas que amo. E não tô nem aí pra indiferença.
NA MINHA APENAS
FORMAÇÃO DE PLATÉIA
Não. Até tentamos iniciar um movimento na porta do auditório, quero dizer, teatro do SESC, pra que todos os que estavam do lado de fora pudessem assistir ao espetáculo. Cara, o rapaz veio avisar que não podia vender ingressos, pra que o público que estava ali pra prestigiar o projeto, sentasse no chão. Sabemos que em qualquer lugar do país os ingressos são vendidos, inclusive para o chão, no corredor. Lá no Villa Lobos, no Rio de Janeiro, é assim. Você não fica de fora. E é um puta de um teatro do Rio. Pera lá...que coisa mais atrasada... Precisamos discutir melhor esse processo de formação de platéia no estado... Ninguém tá a nosso favor na real, sabe? Mas também, já dava pra imaginar que seria uma tarefa pra lá de Hercúlea.
MAIS UM POUCO SOBRE O PROCESSO DE TRABALHO DA CIA. DO LAVRADO
Bom, vou ter que repetir um pedaço. É, tem gente que pode não estar acompanhando. A história é a seguinte, a Cia. do Lavrado resolveu que seria interessante termos registrado o processo de criação e elaboração do texto, ensaios e tudo mais, deste nosso próximo espetáculo. Eu me ofereci pra isso. Não que não existam outros integrantes aptos pra realizarem este relato, mas é que eu fiquei com um puta tesão nesse troço. Gosto muito de escrever. Até demais, às vezes penso assim. Então comecei a registrar tanto no meu blog, este que você lê, no blog dentro do site da Cia. do Lavrado e também em um arquivo de word, mais detalhado. Que puta vivência. Este detalhado registro poderá contribuir para o processo de desenvolvimento de grupos que venham a surgir a partir de agora na cena teatral Roraimense. Não gente, nós não temos a pretensão de ensinar como se deve fazer, longe disso. Faço teatro desde 1990 e até hoje conto poucos livros, artigos e outras coisas, que falem sobre o processo de criação em teatro. Existe muita coisa sobre exercícios. A mesma repetição de sempre. Percebe-se a transformação. A rasgada apropriação. Por isso é que acho de extrema importância este processo. Principalmente para a Cia. do Lavrado. Isso tá na cara, não é?
MONTE INVERTIDO
Invadiu a casa do escritor.
Tinha um copo de cerveja e um cigarro aceso na mão.
Burlou a sua intimidade.
Avançou.
Percorreu por todos os cantos desertos da casa.
Percebeu a sua determinação.
Desfilaram teorias.
Ouviram, em lamentos tortuosos, o processo da escrita dramática.
Trocaram informações.
Nada confidenciais.
Até sorriram.
Saiu da casa do escrivinhador direto pra construção do roteiro de seu novo espetáculo.
Foi preciso uma pausa Monte Invertido.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
ENGOLINDO, PRODUZINDO...
Vejam bem, eu não sou nenhum criador de caso porra nenhuma como dizem por aí. Mostro minha goela quando acho que tão querendo me enrolar. Não é nada pessoal com aqueles que estão à frente do poder público e privado, ligados a cultura no estado de Roraima. E os grupos de teatro também não escapam. Falo porque acredito que as coisas podem sempre melhorar. E pra todos. Quero muito que a Cia. do Lavrado cresça e se dê muito bem, mas jamais poderia deixar de pensar no coletivo que também rala pra caraio nesse injusto processo de formação de platéia aqui no estado. Mas não deixo de dizer o que penso. Acabei de entrar no site do SESC pra saber o horário do espetáculo do Palco Giratório, que não estava lá, e dei de cara com uma manchete bem escrota, me desculpe o meu amigo que escreveu, mas essa você deu mole:
Vai começar o grande giro pelo teatro de Roraima.
Porra nenhuma! A Federação de Teatro de Roraima - FETEARR, que não fazemos mais parte, já deu esse pontapé como a sua II Mostra de Esquetes realizada no mês passado. Quando eu digo que os caras não nos valorizam, neguinho não acredita. Não tenho nada contra ao cara que está à frente da cultura lá no SESC. Nem o conheço pessoalmente. Nunca tomamos uma cerveja ou algo parecido. Sei lá, um café, um leite... Não posso dizer que não é um cara bacana. Simplesmente não o conheço. O que é uma pena. Reclamo sim, das propostas que o SESC encabeça pro teatro de Roraima. São coisas absurdas como por exemplo, cobrar 30% dos espetáculos do valor total arrecadado em cada bilheteria, em cada dia. Porra, o auditório com cara de teatro? Quero dizer, no teatro que eles acabaram de construir por aqui? Isso é muito injusto. Contradiz completamente o discurso de incentivo à formação de platéia e apoio aos grupos locais. Mas vamos lá, cara, a FETEARR realizou a sua mostra. Nem sei dizer se foi bacana ou não. Não assisti. Tava com o café aberto nos dois dias. E o CAFÉ COM IDÉIAS funciona dentro do local onde teve a mostra. Ouvi comentários bons, outros ruins e até cheguei a assistir a um pedaço de uma fuleiragem, mas isso não vem ao caso. Estamos falando de teatro. E aquilo que vi não devemos levar em conta. Isso é fato. O que me deixa puto é que o SESC foi um dos apoiadores dessa mostra. E agora me vem com essa chamada imensa no site deles? Olha, não devo nada a ninguém. Não vivo na porta dos outros implorando por viagens, resultados em editais, e essas coisas humilhantes. Não sou santo também, mas não sei enfiar a faca nas costas dos outros. Sei lá, acho que é índole, ou criação da minha família louca e completamente desregrada, mas feliz. O povo de teatro daqui não sabe o poder que tem. Cansei de falar isso nas reuniões da FETEARR. É um absurdo uma federação, que tinha apenas seis grupos, deixar um, indepedente de qual, sair fora. O movimento de teatro em todo o Brasil cresce e com muitas farpas. Muitas divergências, mas meu amigo, se existem inimigos, com certeza não somos nós da Cia. do Lavrado. Acho até esse discurso de inimigo baixo-astral de mais. Hoje, tá a maior dificuldade do SESC nos convidar pra algo. Nos excluíram do processo. Até estranhei quando nos convidaram, um dia antes pra participarmos da oficina do palco Giratório. O SEBRAE, que chegou também todo bem intencionado, depois de anos excluindo a cultura, também nos excluiu. Simplesmente porque não fazemos mais parte da FETEARR. Agora, o que é mais importante, fortalecer a FETEARR ou os grupos de teatro como um todo dentro do estado? Nada disso, o mais importante são os relatórios... Existe um puta grupo de Teatro em São João da Baliza, o REVERBEL, no interior do estado de Roraima, que também foi excluído desse processo. Se o SEBRAE tivesse o interesse mesmo de agregar, capacitar e contribuir de fato com o teatro em Roraima, bem que poderiam ter criado um mecanismo pra trazer os moleques pras oficinas. É, porque dinheiro rola, e todo mundo sabe disso. E quem tá lá articulando, quero dizer, puxando, vai até ministrar oficina. Bom, é isso. Estamos fora da FETEARR, mas os caras deram o primeiro passo este ano. Isso eu não posso negar. O que falta pra valorizarem de fato os grupos que fazem teatro no estado de Roraima? Vamos em frente. Engolindo, produzindo, engolindo, produzindo....
QUEM SABE EM UMA OUTRA OPORTUNIDADE...
Acordou às dez da manhã. Desistiu de levantar da cama por um momento. Olhou pro teto do quarto e toda a sua dimensão entupida com teias de aranha. Pensou em faxinar. Ligou o som. Ouviu Autum in New York. A voz calma da Billie não o ajudou em nada no processo de levantar e cair na vida. Coçou as malditas picadas dos monstros que o banqueteiam todas as noites. Mesmo com ar condicionado e ventilador, os desgraçados o detonavam sem nenhuma piedade. Pegou a lixa no criado-mudo e deu um jeito nas pontas dos dedos amarelados. Lembrou de um amigo que tem um sol em cada dedo indicador e polegar de suas mãos. Não gostava desta aparência bandeirosa. Sentou-se na cama. Pensou em tomar um café. Mas precisava prepará-lo primeiro. Então, desistiu. Dobrou o lençol ainda deitado, com toda meticulosidade de um dorminhoco profissa. A casa estava um silêncio. Não ouvia os cachorros, os morcegos do forro, e nem mesmo a mulher com suas novidades sem vírgulas. Acendeu um cigarro. Sem culpa, pois não costumava comer nada pela manhã. Fumou com André Cristóvão. Puta bluseiro. Aventurou-se com Bukowsky. Não sabia o por que, mas não conseguia terminar o tal do Hollywood. E mais uma vez não foi em frente. No máximo duas páginas. Olhou novamente a construção lenta das aranhas. Encontrou semelhança com sua existência. Não encontrou nenhum motivo pra se levantar. Deitou novamente. Desligou o som. E dormiu (Quem sabe em uma outra oportunidade...).
TUDO MAIS
Tô cada vez mais enrolado na Universidade Federal de Roraima. E todo semestre é sempre a mesma coisa. Um monte de coisas pra fazer. A maioria sem um horário certo, sabem, é de manhã, de tarde, de noite e de madrugada. Meu tempo é todo tomado. Sem falar nas viagens. Só esse semestre já fui pra três municípios de Roraima, pra ministrar oficinas de teatro de bonecos na prevenção às DST/Aids, pra Bahia no encontro do ex-tinto REDEMOINHO e semana que vem vou para o Rio de Janeiro participar do V Encontro de Articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua - RBTR. Eu confesso que até tento fazer melhor, mas não tem jeito, o desgraçado do acaso me pega legal. Já reprovei três vezes em Literatura Brasileira II por conta disso. Tô quase jubilado. Essa semana tô cheio de trabalho pra entregar. Na segunda já comecei não entregando o primeiro. Faltei a aula anterior pra trabalhar no roteiro do novo espetáculo da Cia. do Lavrado. Não dá pra me reunir em apenas duas horas, e aí acabamos trabalhando durante quatro horas sem parar. Não peguei o trabalho, não liguei pra ninguém. Dei mole mesmo. Na terça era pra apresentar um trabalho de pesquisa. A professora de Literatura Portuguesa pediu dez linhas de cada filósofo, pensador que ela indicou. Eram seis. Porra, não dava mesmo pra eu ir na biblioteca pesquisar. Eu pesquisei tudo na internet. Tô sabendo da vida dos caras, mas o fato é que não entendi nada quanto a execução do trabalho, se podia pegar na internet, por que então ela pediu que escrevêssemos dez linhas para cada filósofo? Com a caneta? Não fez sentido pra mim. Mas o conhecimento tá adquirido. Acabei entrando no MSN nesse dia e conversando com meus pais, e lá se foi mais uma disciplina sem trabalho. Hoje eu até consegui concluir todo o trabalho de Prática de Ensino em Língua Portuguesa, mas o maldito do cartucho colorido acabou a tinta. Isso depois de eu ter ido comprar o preto, lógico, tava funcionando o de cor. Na hora que coloquei o colorido, infelizmente não funcionou mais. Bom, meu óculos quebrou e precisei consertá-lo. Decidi fazer isso bem na hora da aula, compreensível, pois não enxergo nada sem ele. Aproveitei e fui soldar o óculos escuro. É, tava quebrado também. Eu uso muito o óculos escuro. Já me mandaram até procurar um psicólogo por causa disso. Já falei disso aqui. Tem gente que se incomoda com meu óculos escuro, acreditam? Pronto, como faltavam apenas uma hora e meia, avaliei que não iria dar tempo de ir à aula. Mais bomba. Pelo visto vou fazer esta faculdade em 6 anos. Quer saber, pra quem entrou na Universidade com mais de 37 anos, não dá nem pra esperar muito, certo? - Pressa pra quê, Marcelo? Disse isso uma amigo, que é músico e que também tá terminando o mesmo curso e entrou também com mais de 35 anos na federal. Pra alguns, devagar também é pressa. Não dá pra tumultuar minha cabeça desse jeito. Tenho uma pá de coisas pra fazer, é texto pra escrever, é texto que tô escrevendo, é espetáculo que ainda não tem nem a primeira cena e nem o texto. A estréia vai ser em Julho. Tenho blog pra atualizar, site da Cia. do Lavrado, o café pra tomar conta pela manhã, e que já começa a aumentar a sua frequência. Sem falar nas obrigações do casamento, que estão incluídas a casa e os cachorros. E toda a sorte e azar que eles carregam. Não o casamento, pera lá. Resolvi voltar pra casa e matar o tempo lavando roupas, a louça, os carros, os cachorros. É isso. Lavei geral mesmo. Logo mais devo ir ao teatro. Palco Giratório, um grupo, acho que de Santa Catarina. Vamos torcer que eu consiga lavar minha alma mais tarde durante o espetáculo, sim, porque molhada ela já tá mesmo. Tin-tin!
terça-feira, 14 de abril de 2009
SENTIDOS
segunda-feira, 13 de abril de 2009
MUNDO VIRTUAL
Esse negócio de site e blog dá um puta de um trabalho. Mas como diz o meu amigo Ivan Andrade, que criou o site da Cia. do Lavrado, as pessoas só acessam sites e blogs atualizados. Então, fazer o quê? Tô desde a hora do almoço e sem almoço atualizando o site da Cia. do Lavrado. Ele tá chegando lá... Já coloquei quase todos os nossos trabalhos realizados. Faltam ainda os currículos e algumas fotos e essa pedrada vai ficar com o Ivan. Se você entrar no site agora, vai ter muitas novidades. Esss dias um amigo lá do Rio de Janeiro, que é palhaço, me convidou pra entrar na REDE CULTURA, que é uma rede virtual que discute, principalmente, a cultura que rola lá no Rio. Entrei. Não resisito a esse mundo virtual. Lá vou eu abrir mais uma página quando acessar a internet. E é sempre assim, ligo o computador e acesso. Aí vem Yahoo (pessoal e o da Cia. do Lavrado), Gmail, Orkut, Sextas Crônicas, Cia. do Lavrado, MSN, sites ligados ao teatro e a cultura, blogs e sites de pessoas que curto a escrita, e por aí vai...não consigo entrar na internet e sair logo. Se eu não tiver tempo, nem entro. Então, como eu disse antes, nem almocei ainda. Vou atrás de uma paçoca lá do nosso café. A essa hora não rola comer pra caraio, certo?
sábado, 11 de abril de 2009
ENSAIOS NA PRAIA GRANDE
Todos os espetáculos de rua da Cia. do Lavrado sempre teve luz. Luz branca, básica. Nós temos um estrutura pequena com pelo menos 14 refletores, duas torres e algumas gelatinas. Sempre foi a maior função carregar isso tudo pras ruas, se bem que nas ruas a gente sempre usou apenas 4 refletores. Na nova produção da Cia. do Lavrado resolvemos abolir os refletores. Isso mesmo, vamos levar as torres e colocar tochas. Não é porque dá trabalho levar pras ruas esta estrutura, é escolha mesma. Apesar da nossa história não se passar na Grécia, e sim em um país fictício, que poderia muito bem ser a própria Grécia, resolvemos fazer diferente de todos os nossos outros processo. A luz da rua já ilumina bastante e acreditamos que as tochas vão dar um clima bem interessante pra trama. No projeto do Pathelin, de 2006, construímos um palco. Era foda levá-lo pras ruas, mas quando armado ficava bem legal. Arrumamos problemas pra resolvermos. Todos os nossos trabalhos sempre arrumamos muitos problemas. No espetáculo O Pastelão e a Torta tinha uma estrutura de PVC que era foda de montar, mas quando a casa armada, ficava bonita pra caraio. É isso, vamos ver no que vai dar. Ontem, no luau tivemos a idéia de ensaiarmos o espetáculo, pelo menos uns dois dias, na Praia Grande. Só com as tochas. Na beira do Rio. Vai ficar muito massa. Vamos buscar esse clima do espetáculo. Tudo escuro, apenas as tochas a iluminar a cena, o rio, a areia...muita coisa legal poderá surgir neste processo. Vamos ver. Depois coloco aqui o resultado desta experiência.
LUAU DEZ

O luau foi bom demais! Que lua maravilhosa, muito vento pra espantar os mosquitos, peixe, amigos e uma fogueira que ficou acesa até às 8 da manhã. Organizamos tudo na maior correria, mas deu tudo certo. O outro lado do Rio Branco é lindo. Não faltou nada e nem ninguém. As pessoas que eram pra estar lá, estavam. E todos se divertiram muito. Agora, vamos cair na real e continuar os ensaios. E hoje tem ensaio. Então vamos lá.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
CARTA DA RBTR
Essa foi a carta tirada no IV Encontro de Articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua, que aconteceu em São Paulo, no fim de 2008 e que a Cia. do Lavrado participou. Não me lembro de ter postado aqui, mas vamos lá.
A Rede Brasileira de Teatro de Rua criada em março de 2007, em Salvador/BA, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos pertencentes a ela podem e devem ser seus articuladores para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais, suas ações e pensamentos.O intercâmbio da Rede Brasileira de Teatro de Rua ocorre de forma virtual, entretanto toda e qualquer deliberação é feita nos encontros presenciais, sendo que seus membros farão, ao menos, dois encontros anuais. Os coletivos devem se organizar para enviarem articuladores para os encontros presenciais. O papel de cada integrante é ampliar a rede através da criação de movimentos regionais de teatro de rua, bem como da manutenção dos já existentes.A missão da Rede Brasileira de Teatro de Rua é lutar por políticas públicas de cultura com investimento direto do Estado em todas as instâncias: Municípios, Estados e União. E para garantir o acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros a Rede Brasileira de Teatro de Rua tem por objetivo promover também a produção, difusão, formação, registro, circulação e manutenção de grupos de teatro de rua e de seus fazedores, construindo assim um país mais justo. Os articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua dos estados AC, AM, CE, BA, ES, GO, MA, MG, PA, PE, PR, RJ, RR, RN, RO, RS, SC e SP reunidos nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2008, em São Paulo, no 4º Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, vêm através deste documento, afirmar ações e propostas, exigindo assim:· A representação do teatro de rua, no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC);· A representação do teatro de rua, no Colegiado Setorial;· A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03, que vincula para a cultura, o mínimo de 2% no orçamento da União, 1,5% no orçamento dos estados e Distrito Federal e 1% no orçamento dos municípios;· O direito de indicação de representantes de teatro de rua nas comissões dos editais públicos;· A extinção da Lei Rouanet e de qualquer mecanismo de financiamento que utilize a renúncia fiscal, por compreendermos que a utilização da verba pública deve se dar através do financiamento direto do estado, por meio de programas e editais em forma de prêmios elaborados pelos segmentos organizados da sociedade; · A criação de um programa específico que contemple: produção, circulação, formação, registro, documentação, manutenção e pesquisa para o teatro de rua;· A criação imediata de um edital para a circulação de espetáculos de teatro de rua, constituindo-se assim um circuito nacional de teatro de rua;· Que os espaços públicos (ruas, praças e parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais de políticas públicas e no Plano Nacional de Cultura;· A extinção de toda e qualquer cobrança de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de teatro de rua garantindo assim o direito de ir e vir e a livre expressão artística conforme nos garante a Constituição Federal Brasileira no artigo 5º;· A criação de um programa nacional de ocupação de imóveis públicos ociosos, para sediar o trabalho e a pesquisa dos grupos de teatro.O teatro de rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, conclamamos a todos os artistas-trabalhadores e a população brasileira para a mobilização nacional da Rede Brasileira de Teatro de Rua, no dia 27 de março de 2009, no intuito de construir políticas públicas para esta arte.
São Paulo, 16 de novembro de 2008.
Rede Brasileira de Teatro de Rua
LUAU NA PRAIA GRANDE
E hoje a boa é o luau que vamos realizar lá do outro lado do Rio Branco, na Praia Grande. Como o rio tá bem cheio, talvez o luau aconteça lá pra dentro, nas ilhas escondidas que formam com a maré alta. Como foi resolvido em cima da hora só deu pra divulgar agora. Bom, só pra registrar mesmo, mas quem estiver conectado, iremos atravessar às 19:30, lá pelo Restaurante Marina Meu Caso. Não é festa, então leve sua birita. Vai ter peixe assado na fogueira e outras coisitas. A princípio terá umas 15 pessoas. Pra atravessar custa R$ 4,00, até 7 da matina. E vai ter violão até de manhã...
REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA

A Cia. do Lavrado estará presente neste encontro. Viajo como articulador da Rede Brasileira de Teatro de Rua. Vamos lá contribuir e trazer muita informação pro estado. Participamos da última reunião do extinto REDEMOINHO e confesso que muito me assusta esta possibilidade, mas como nada dura pra sempre, vamos fazer o impossível pra colaborarmos para a vida longa desta Rede. Na volta faço o relatório por aqui, como sempre a Cia. do Lavrado tem feito.
terça-feira, 7 de abril de 2009
ROSAS VERMELHAS AO CHÃO
sábado, 4 de abril de 2009
ENSAIOS DO PRÓXIMO PROJETO
Então, como disse no post anterior, estamos vivenciando um puta processo de elaboração do nosso próximo texto. A meta é finalizarmos os ensaios em Maio, mas pelo visto, acredito que vamos atrasar um pouco, quer dizer, vamos estar prontos em Maio, mas o espetáculo deverá continuar em longo processo de mudança. Me comprometi em registrar todo este processo, que é ímpar dentro da Cia. do Lavrado. Resolvemos pegar um texto da antiguidade clássica e adaptarmos à nossa realidade. O fato é que o processo de trabalho acabou por nos pegar de um jeito muito esquisito. Já era pra estarmos montando as cenas, mas como resolvemos mudar tudo, estamos até um pouco atrasados. Na verdade, nem temos o texto ainda. Loucura não é? Estamos fazendo aulas de expressão corporal, vocal e musical e discutindo muito. A história tá amadurecendo em cada ensaio. E será montada através da improvisação dos atores. Acredito que vai ficar um trabalho bem legal, mas ainda não posso dar pistas, pois nem eu que sou um dos diretores sei bem ao certo que faremos. Tá confuso. Mas tá bom demais. A idéia é dar uma cara de quadrinhos dentro do universo do Aristófanes, manter o conflito principal de Lisístrata e direcionar as ações para nossa realidade. Tá foda! Quem disse que fazer teatro é moleza? Vai se fuder cara! É pauleira de verdade, mas o prazer em compensação é inexplicável... Penso nas pessoas que passaram por este processo e não concordaram em ficar. Acredito que ficaram horrorizadas com a possibilidade de discutirmos a greve de sexo em pleono estado provinciano. Se fuderam, perderam legal!
FREE
Esse meu hábito de escrever as vezes me surpreeende. Na década de 80, lá no Rio de Janeiro, eu andei com uma turma de pichadores, hoje são chamados de artistas do Xarpi. Na verdade eu não tinha uma marca. Saía com todo mundo, mas era mais na maluquice, sebe como é, enchiamos a cara e rabiscávamos os muros da Cidade Maravilhosa. Cada vez eu botava um nome diferente. Gostava mesmo é da adrenalina... Não tô aqui pra julgar esse ato, lógico que hoje eu detestaria encontrar o muro da minha casa pichado, mas era divertido pra caralho, mesmo levando tiro de seguranças de fábricas, correndo da joaninha da polícia, sim, era assim que era chamado o carro da lei. O fato é que muitos anos depois resolvi escrever uma crônica sobre aquela época. Lembrei-me de uma menina que pichava FREE, ela era muito famosa. A menina mandava mesmo em qualquer lugar. Na cidade toda não tinha um canto sem o xarpi dela. Bom, quando resolvi escrever sobre pichadores, não pude evitar de usar aquela época como fonte. O legal é que além da crônica, a FREE também entrou na minha última peça, Apenas um Blues e uma Perede Pichada, no qual dei o nome de uma das personagens de FREE. Outro dia eu recebo uma mensagem no meu blog de uma mulher que disse receber a minha crônica através de um amigo, que achou a história da personagem muito parecida com a dela. Engraçado é que eu nem conheci a FREE. Dei o nome e coloquei situações que na verdade eu mesmo vivi. A mulher se identificou e se comunicou comigo. Louco não é? Essa época que eu retrato é mais ou menos 1986/89, sei lá, algo assim. Ela se comunicou comigo novamente e deixou o telefone, mas como hoje eu moro no estado de Roraima, fica difícil ligar pra celular do Rio. Mas quer saber, essa situação é tão doida que é bem provável de eu ligar pra ela. Quero ouvir a voz da inspiração de minhas personagens. Engraçado, quando eu morava no Rio não tive a oportunidade de conhecê-la, e agora depois de mais de 20 anos, talvez a conheça. Esse barato de literatura cada vez me pega mais. É isso. Ei, FREE, me manda o teu e-mail, certo? Quero muito trocar uma idéia contigo.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
ABSURDÓPOLIS
Já faz tempo que deixei de lado a paranóia de ficar percebendo o comportamento manipulador dentro da sociedade, em seus diversos segmentos. Todo mundo manipula. Não dá pra negar diante de um argumento tão forte como esse. Somos manipuladores e ponto final. O fato é que tem neguinho que manipula na maior cara dura. Tem outros, mais discretos, usam e abusam do seu poder de manipulação pelas costas. Olha, meu irmão, tem uma gente mais foda, que manipula todo um coletivo em pleno público. Passa na cara o atestado de servidão pros bonecos. Vivemos em um estado que poderia muito bem se chamar Absurdópolis, como diz uma amiga.
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