quarta-feira, 17 de junho de 2009

OPOSTO




OLHO PRO LADO OPOSTO
NÃO VEJO CLAREZA NAS IDÉIAS
NÃO CONSIGO ENTENDER O CONTEÚDO IMPOSTO NO CONTEXTO
VASCULHO SAÍDAS EM VÃO
E COMO UM BOM CRISTÃO
EU APELO PRA JESUS
O CRIADOR DOS CRISTÃOS, DE QUEBRA,
NADA ESCLARECE.
APENAS HINDUS.








domingo, 14 de junho de 2009

QUEM TEM FÉ NESSA PORRA?

Hoje tivemos um excelente ensaio. Conversamos um pouco antes. Fizemos alguns ajustes de sintonia. Nada que não pudessémos resolver em grupo. Refletiu no ensaio. Estamos mais maduros, é verdade e isso contribuiu para que estivéssemos mais concentrados no nosso objetivo. Atores ligados, direção (são três) em cima, e a história fluiu que foi uma beleza. Estamos com um belo espetáculo nas mãos. E só depende de nós provarmos esta afirmação. Tudo dá certo quando a equipe toda se integra. Acredito que seja essa a razão de sempre as coisas atingirem um resultado satisfatório, ou seja, falo da história do no final tudo dá certo no teatro, isso é a integração. Aquele exato momento em que todo o elenco e equipe se tocaram de que está de fato acontecendo algo. O momento em que todos perceberam que a ficha caiu. Não temos mais tempos pra explicações de coisas óbvias. E nem dá mais pra repetir aquela idéia impulsiva, temos que pegar no ato. Não dá mais pra esperar que alguém me chame pra iniciar o meu trabalho. Momento de ensaio é sagrado sim. Sem essa de associações religiosas. Falo é da religiosidade. Cada vez devemos estar mais crentes e sedentos por tudo que vem pela nossa frente. Fé? Uns fé demais, outros fé de menos. Isso tudo é um tremendo absurdo, sacou?









PARA O INÍCIO DO TODO POSSÍVEL



Por que não tira o pino dessa bomba
explode tudo
e recomeça com as feridas
por que não arranca o corpo
do uniforme que sufoca e nada mais significa
tudo tem seu tempo
E em tempo a vida é crua
nostalgia nua é a medida que tento
pra não me perder
ando sempre nas curvas
bem lento
de bobeira mando uma ctrl -c
invento
e da suas
me alimento
qual foi?
rima pobre também dá trabalho, meu bem
mesmo assim, não se cansa de ser meu sustento?
não deixe que te digam o que comer
não deixe que te digam o que beber
não deixe que te digam o que sentir
arranca logo o pino dessa bomba
explode tudo e recomeça a sua vida









ENSAIOS DOLOROSOS, MAS NECESSÁRIOS

Tem gente que não gosta de nostalgia. Eu sempre retorno ao passado e quase que intuitivamente eu traço alguns paralelos com minha vida atual. Cresço assim. Esses dias me lembrei da época da escola de teatro. Estudei e me formei na Casa das Artes de Laranjeiras, CAL, no Rio de Janeiro. Naquela época, eu era muito louco. Um puta de um irresponsável. E estudava teatro. Todo semestre nós sempre apresentávamos alguma cena, ou até mesmo espetáculos de término de semestre ou a formatura no final do curso. Eu sempre chegava cedo. Gostava de ficar na piscina. Que na verdade não era uma piscina, não tinha piscina na CAL, era apenas um local neutro em que os estudantes faziam parada obrigatória antes de entrarem na sala de aula. Ali podíamos tudo. Quando estávamos em tempos de espetáculo, via meus amigos chegando cedo também. Na verdade aprendi com eles. Chegavam cedo. Faziam a social na piscina e se mandavam cada um pro seu canto. Tínhamos uma peça pra ensaiar. Chegava um momento em que todos estavam concentrados. Alguns passavam o texto, outros aqueciam o corpo, outros a voz, as cenas eram repassadas várias vezes antes mesmo de serem repetidas infinitas vezes nos ensaio. Não tinha esse papo de estar cansado. Havia unidade. Todos nós sabíamos que havia um prazo, uma data de estréia e não podíamos fracassar. No meu primeiro ano na escola, eu achava muito estranho aquele povo espalhado pelos pátios ensaiando. Escola de teatro é assim. Cada canto você encontrava alguém passando seu texto, procurando aperfeiçoar o seu trabalho, o tempo era sempre curto e precisava ser melhor aproveitado. Ninguém queria descer a escadaria da CAL sozinho. Se você fizesse uma cena ruim, descia sozinho. Incrível, as pessoas não queriam compartilhar o seu fracasso. Hoje eu entendo isso. As vezes sinto falta deste comportamento urgente dentro da Cia. do Lavrado, principalmente daqueles que tem mais experiência, pois já viveram diversos processo similares de trabalho. Não sei, mas sinto que sou responsável pelos que não tem nenhuma experiência, aqueles que nunca fizeram teatro e trabalham hoje conosco. Eu faço parte da única vivência deles. Se eu não der o exemplo, que profissionais serão esses? Bom, chega uma hora em que as coisas apertam e todos precisam dar aquele gás que muitas vezes não tem. É foda. Mas é assim mesmo que funciona. Nós, artistas, somos quase fazedores de milagres. Não temos uma escola de teatro em Roraima e pelo visto vai demorar muito pra isso acontecer. Então a formação de atores por aqui é realizada dentro dos grupos. Eu tenho sempre que ter registrado na minha cabeça, que nesse jogo não cabe espaço pra desistência e corpo mole. Não posso nem pensar na possibilidade de não dar certo, pois se pra dar certo depende também de mim, então, preciso estar dentro sempre. É isso. Hoje recebi uma mensagem de um amigo lá de Ariquemes, ator também e a mensagem falava disso.
Hoje tudo pode parecer triste, sem direção.Mas lembre - se por quantas vezes você já se sentiu assim e, de alguma maneira as coisas se resolveram. O sol voltou a ter esperança. Não se esqueça que a vida é feita de altos e baixos. Não se entregue ao desânimo. Olhe para frente, respire fundo, e procure a saída...

Sei que parece lugar-comum demais, mas caiu como uma luva no dia de hoje. É isso, vamos correr na frente, porque correr atrás já não dá mais tempo.






sábado, 13 de junho de 2009

NA REAL



não grite comigo que eu não tenho culpa das suas incompetências
nem tente meus risos que eu não vejo graça na desgraça alheia
na sua triste jornada em busca do nada
sem cartas
sem telefonemas
sem justificativas repetidas sobre a sua vida maldita
não me interessa o motivo de sua dor
nem mesmo das nossas brigas trago boas lembranças
na real?
se manda!











quarta-feira, 10 de junho de 2009

O CAVALEIRO DANÇANTE


Ontem assisti Cantando na Chuva. Que leveza de Gene Kelly... Não me lembrava da história deste filme. Ele retrata de forma bem humorada e com diversos números musicais, a transição do cinema mudo para o falado. O novo sempre assusta as pessoas. Imaginem só o medo que os produtores sentiram ao entrarem neste terreno. E os atores, muitos ficaram desempregados. O novo é foda! A idéia de pegar um filme mudo e colocar falas nele, transformando-o em um musical foi genial. A virada da história. Mas não foi tão simples assim, os caras tiveram que enfrentar uma atriz autoritária e ciumenta, Lina Lamont, interpretada pela gostosa Jean Hagen, que no filme tinha uma voz horrível. Resolveram então que deveriam dublá-la. E assim foi. O musical fez o maior sucesso, e mudou até o título.
Lembrei-me de Lisístrata. Bom, não vamos cantar na chuva, nem nada parecido, mas também não morremos de medo do novo. Jogamos tudo fora e construímos uma outra coisa bem mais legal. Não, eu não falo mal do texto de Aristófanes, até porque ele foi a nossa base, mas o fato é que foi preciso ter muito cItálicoulhão pra abandonarmos este projeto e investirmos em um outro, que não sabíamos se iria dar certo. E ainda não sabemos. Mas estamos Cantando na Chuva, tão felizes como Don Lockwood na foto.















,

AGAQUÊ



E o céu chora compulsivamente em Boa Vista.
Apanho minha velha capa, visto e saio voando por aí.
Ontem eu dormi vilão,
hoje acordei super-herói.









SÓ CONTA TEMPO QUEM TEM TEMPO PRA CONTAR

A cada dia tenho me surpreendido mais com o processo de trabalho que estamos vivenciando na Cia. do Lavrado. Algumas cenas já estão rascunhadas, quero dizer, já estamos em processo de levantá-las. Leva tempo. Precisamos de muita paciência e tolerância. Todos com todos. Não podemos nos esquecer que estamos trocando com pessoas com diversas formações. E tem gente que não tem nenhuma formação teatral anterior. O que é dito nos ensaios precisa ser bem mastigado para que todos possam falar a mesma língua. Nosso amigo Pereira chegou de vez pra nos ajudar e já foi logo colocando a mão na massa. Trabalhar em grupo é assim, percebemos como podemos contribuir e vamos logo fazendo. Não dá pra ficar de enrolação. O tempo passa rápido demais, e tem muito pra ser feito.
O ensaio de Homens, Santos e Desertores acontece sempre depois do ensaio de Absurdópolis, que nos perdoe Aristófanes, isso às 23:30. Só tivemos um encontro até agora, mas espero que hoje consigamos ensaiar. Não sabemos se o MINC nos dará as passagens para participarmos do Festival em Uberlândia, MG, e por isso precisamos deixar a peça pronta. Se a passagem sair, e só saberemos disso lá pelo dia 15/06, o espetáculo estará pronto. Se não viajarmos, tranquilo, entraremos em cartaz em Boa Vista.
Ultimamente temos recebido visitas nos ensaios. E é muito bem ver os amigos participando do nosso processo de trabalho, dando opiniões, destilando suas críticas que tanto nos ajudam. Bom, o ensaio é aberto, sempre, aliás, a Cia. do Lavrado nunca esteve de portas fechadas. Quem quiser assistir como preparamos os nossos espetáculos é só mostrar a cara por lá. Não fazemos nada em segredo e nem queremos nos esconder. Acreditamos no que fazemos.










DE 2006 PARA 2009


O cartão que nunca mandei pros meus pais. Isso foi em 2006, quando a Cia. do Lavrado participou do III Festival de Teatro da Amazônia, em Manaus. Minha irmã foi embora antes do término do festival e me deixou com a tarefa de mandar este cartão. Nem sei porque não foi possível realizar tal tarefa, mas essa semana estava arrumando meu quarto e achei o referido cartão. Pensei em mandá-lo agora, mas acho que minha irmã nem sabe que ele está comigo. Então achei melhor colocá-lo no blog. É mais discreto e acredito que ela não entra muito por aqui.


Olá!
Estamos "todos" empenhados para a Cia. do Lavrado realizar uma ótima apresentação no Teatro Amazonas. A cidade é bonita! É cansativo andar pelas ruas (a maioria é subida).
Beijos e abraços

Rosangela, Marcelo e Tati























terça-feira, 9 de junho de 2009

MOMENTO ESPIRITUAL



que importa que ao chegar
eu nem pareça pássaro.
que importa que ao chegar
venha me rebentando,
caindo aos pedaços,
sem aprumo e sem beleza...
fundamental é cumprir a missão
e cumpri-la até o fim.


D. Hélder Câmara








BLÁ, BLÁ, BLÁ



tentei até estudar Didática Geral
blá, blá, blá
blá, blá, blá
blá, blá, blá
nunca quis tanto estar em outro lugar











SEMANA SANTA DOS GATOS

Semana nada santa. Nem pros peixes. Santa dor de cabeça. Entrou na fila. Pensou em contrariar a tradição, como fez a sua vida toda, devorando altos pedaços de carne bem vermelha, trancado em seu quarto, excluído de sua família. À mesa, só se fizesse como mandava o figurino. Detestava os rótulos e as tradições. E nunca gostou muito de peixe. Não fazia questão de estar inserido naquele contexto religioso e capitalista. Pesou a cabeça. Na verdade, nunca foi crente, mas também não tinha certeza de muitas coisas. Comprou umas sardinhas. A idéia de fazer sempre o mesmo o incomodava bastante, mas atacar com as carnes também já era um esquema viciado demais. Chegou em casa cansado. Guardou as compras. Acendeu a churrasqueira faminto. Distribuiu todas as sardinhas para os seus quatro gatos. Comeu, comeu e comeu. Alimentou vorazmente a sua traição. Todas as semanas são santas... pensou, pros gatos...








???

não quero mais o que não é certo
mas será que isso é errado?










sexta-feira, 5 de junho de 2009

ESTELA



Desceu a escadaria da escola de teatro em silêncio. Não tinha sido uma noite daquelas. Seu fraco desempenho estava estampado nas caras ausentes de seus colegas. Desceu sozinho. Com os olhos estatelados no chão. Acendeu um cigarro. Arriscou olhar para trás. Já contava com a subida deserta, mas sempre arriscava dar uma conferida. Pediu carona lá embaixo. Análises justificadas para o péssimo desempenho na aula de improvisação. Teorizaram sobre o comportamento exclusivo de seus colegas. Resultado do mercado televisivo ambicionado pela maioria dos que procuram escolas de teatro no Rio de Janeiro, principalmente dos que fogem de seus estados com a desculpa da vocação. Meteram o pau nos alunos-platéia e foi assim até o final da av. Presidente Vargas. Terça tranqüila. Pista vazia. Dobraram no viaduto bem devagar. Sem assunto. Apenas o barulho batido do motor do fusca 79. Sem perceberem de onde saiu, uma menina negra, calcinha e rosa branca nas mãos, cruzou o caminho dos dois. Silêncio absurdo. Até o fusca se calou. Os dois foram testemunhas de uma mesma visão. Desceu do carro sem se despedir do amigo. Não tocou no assunto por alguns dias, mas sonhava com a menina todas as noites. Virou um inferno a imagem daquela criatura, mais de onze da noite, semi-nua em uma avenida tão sinistra, não devia ter nem dez. Louco para por um fim nas noites de sono perdido, começou a perguntar se alguém conhecia aquela menina. Depois de percorrer quase todo o centro da cidade, invadiu a favelinha ao lado do viaduto. Descobriu uma velhinha, moradora mais antiga da região, que lhe contou a história de Estela, uma criança, filha do primeiro casal, os que fundaram a favelinha. Na década de 50, uma menina havia sido estuprada e morta pelo seu tio, que morreu em seguida linchado pela comunidade. No outro dia, encomendou missa para Estela. Nunca mais dobrou naquele viaduto.








quinta-feira, 4 de junho de 2009

ENQUADRINHADOS

(Comunidade na beira da estrada. Barracos de madeira. Alguns coloridos. Colado entre dois barracos, uma birosca, com uma mesa de sinuca. Uma mulher toma conta. Duas mulheres jogam. Alguns homens em volta da mesa. Outros espalhados pelas cadeiras. Clima tenso. Verão. As pessoas vestem poucas roupas. Verruga e Cicatrix aproximam-se da birosca e ficam dentro de um barraco abandonado de tocaia. Aguardam a chegada de Beatu Salu, traficante bem sucedido do fim do bairro).

Cicatrix – Vamos ficar por aqui. Se a gente chegar perto demais eles vão se ligar.
Verruga – Cadê o safado do Beatu? Eu não tô vendo ele, desgraçado, alguém deve ter dado a idéia...
Cicatrix – Relaxa, profeta, pára de ficar imaginando coisas. Já te disse que a coisa não funciona assim. Cansei de ver neguinho se esborrachando por aí, sai invadindo de qualquer jeito e quando se dá conta, o cano tá encostado na sua nuca. Aí é bum! Então, segura a onda! Não adianta a gente chegar lá passando todo mundo. Eu quero é o Beatu Salu. E ele não tá lá.
Verruga – Tô ligado, Cicatrix, é que aquela turma toda comunga com o safado. Por mim, a gente passa geral.
Cicatrix – Mas só quando o Beatu chegar.
Verruga – Aquela vagabunda de shortinho jeans é a piranha dele, não é? Então, Cicatrix, se o cara não der as caras, vamos detonar a mulher dele. A gente invade no carão mesmo, seqüestra a sem-vergonha e vamos chupar aqueles peitões a noite toda. Só vamos parar quando sair leite.
(eles riem)
Cicatrix – Tu é muito maluco! Que pilha nervosa... eu encaro aquela mocréia.
Verruga – Mocréia uma porra! É gostosa pra caralho! E pra quem pegou a lambisgóia da Merlene, tá de muita histórinha...
Cicatrix – Vamos fazer o seguinte, quando o Beatu aparecer, a gente desce chumbo. Ninguém vai sair correndo. O povo todo vai se abaixar, é sempre assim. Eu acerto ele e você pega a piranha do shortinho jeans. Vamos levar essa vadia pra comemorar o fim da guerra. Com o Beatu fora da área, o bairro é nosso. Vamos tomar de assalto essa porra, Verruga! Vamos botar no cú desses filhos da puta! O bairro é nosso!
Verruga – Lembra da chacina do igarapé? Os caras foram chorando da cidade até a beira da ladeira...foi só balaço na cabeça. Não consigo nem me lembrar como era a cara dos malandros...(ri nervosamente.)
(Pausa)
Verruga – Vamos fazer igual?
Cicatrix – O quê?
Verruga – É, vamos fazer igual. Só balaço na cara desses roda presa. Vai ser a chacina bola sete. Já pensou? Não adianta mata o pilantra do Beatu, nós temos que colocar o terror em todo o bairro. Vamos botar fogo em alguns barracos, vamos comer a mulher de uns otários, marcar o território, Cicatrix, sacou a parada? Todo mundo tem que se ligar que a gente tá no comando dessa caralha. Vamos mostrar o inferno pra esse povo!










ENQUADRINHADOS, NA SEQUÊNCIA...

Cicatrix – Porra, maluco, tu tá muito violento, já se esqueceu do nosso combinado? Sem mortes cinematográficas. O bagulho é simples. É chegar e... pam! Fator surpresa...perdeu! Vamos só matar. Nada de fazer firula. Já te disse, o bagulho é simples.
(Pausa)
Cicatrix – Por que tu não medita um pouco?
(Pausa)
Cicatrix – Sei lá, tô preocupado contigo, tá muito estressado. Daqui a pouco vai comprometer a transação do bagulho...
Verruga – Porra, Cicatrix, tô pilhado de montão. Voltei a ver a cara dos defuntos. Antigamente era só um. Agora, vem de quadrilha, acho que os espíritos tão me espreitando.
Cicatrix – Deixa de maluquice! Espírito porra nenhuma, tu é que tá se espetando demais. Qualquer hora dessa não vai mais levantar da poltrona. Medita, maluco, medita! Lembra o que a professora falou, pensa em desenho animado, desvia o pensamento.
Verruga – Não funciona mais, os desgraçados dos personagens resolveram sair na porrada. Quando penso em desenho animado, é só violência! Não consigo lembrar de algum que não seja violento.
Cicatrix – Então faz a porra do exercício do caramujo sonolento, fica imóvel. Tenta não pensar, respira o suficiente pra ficar vivo. Eu tô ligado aqui na transação, se o Beatu apontar lá, eu te arranco do transe pra gente exterminar o safado.
Verruga – E você quer me matar do coração? Do jeito que eu tô se você interromper meu transe, eu caio duro aqui mesmo.
(eles riem. Chega o Beatu Salu).
Verruga – Olha o Beatu!
Cicatrix – Se liga, Verruga, vai por trás, quando eu acertar o Beatu, você entra explanando geral.
(Verruga invade a birosca pela frente. Tiros.)
Cicatrix – Não! Seu filho-da-puta! (repete baixinho, com a arma na boca). Eu te avisei...eu te disse que não era pra ser assim...a vida não valeu porra nenhuma...
(A piranha do Beatu Salu se aproxima. Chega por trás. Aponta a arma pra cabeça dele e atira. Black out).

















VAI VENU



Vai venu... tava bem mais na moral, sem nóis ta namorando... simpática formadora de K.O. ... só vem numa de que tá me amando quando eu to comendo...diz até que vai comprar meu disco antes que o do Wando...duvido, tô esperando deitado pra não cansar, ouvindo um som...só tô malhando pra cuntinuar mantendo...de leve... a vida eu vô levando...Não tem mais K.O. a mordomia acabo, morô? (demoro!)não tem mais conversa de festa com amigos sem me levar, valeu amô? (ahan)tô cansado de \"vou embora\" sem me esperar pra ir junto e quando falo sério cuntigu cê quer sempre mudar de assunto (quem? eu??), pede pra eu pagar as paradas procê quando tá dura mas quando cê tem 30 conto eu aponto prum restaurante cê jura que o dinheiro tem rumo, só o meu que serve pra consumo?? (claro!)quando eu não tiver nem pra sua passagem nem adianta falar: \"eu arrumo\"porque sumo e não assumo nem as mentira da desculpa (até parece...)as suas são pior que as minhas agora que sou eu quer jogar a culpa em cima? (é ruim!!)é ruim? quer melhorar o clima? Então porque cê não viaja pra longe logo com a porra da sua prima? Afinal, cê não quer terminar seu curso? (uhum)ou quer mudar o curso da viagem e ficar sem maquiagem e 10 barão pra fazer o busso (palhaço)tudo termina em pizza e a pizza termina saindo do meu bolso e mais a aula particular que eu pago e fico no osso sem um trocado pra gasolina pra ir pro trabalho (caralho!)não ganho dinheiro em aposta de baralho,vô parar de agir como paspalho agora que sei o quanto cê me ama, deixa quieto... vamu ve se cê vai gostar de dividir a cama...Vai vendo... tava bem mais na moral, sem nóis tá namorando...simpática formadora de K.O. ...só vem numa de que tá me amando quando eu to comendo...diz até que vai comprar meu disco antes que o do Wando...duvido, tô esperando deitado pra não cansar, ouvindo um som...só to malhando pra cuntinuar mantendo...de leve... a vida eu vô levando...o seu fogo acende e apaga por dias até cê me ligar ou vice versa com estória de que sente falta de quando me afaga até acredito no mito porque cê não quer a prova sem o gabarito mas compreendo que é mentira cê tira meu sangue igual um mosquito não é nada bunito isso funciona até como um acordo cê tava pensando em mim eu tava treinando em como cornear sem ser corno consegui mas cê nem sabe, ou sabe e cê faz de babaca o que dá no mesmo, porque cê não chia e a nossa relação não empaca só espero que o dia em que saiba não venha se redimir com uma faca traiçoeira (como uma cobra)cobrando fidelidade do segredo da vaca cê acha o que? Que é minha dona? Tá fudida!Tá muito mandona pro meu gosto, rala peito e vai vê o desgosto da sua vida dia ano a ano aparece uma nova mulé, mas a reclamação é a mesma eu não sou de ferro cê elas grudam igual uma lesma e cê prefere ficar com suas amigas na festa dia seguinte me convida pra falar que tá cum dor na testa posso fazer nada! cê mesmo pediu (filho da puta !!!)calma amô, sem disputa, deixa explicar o que que houve, escuta !(tem explicação não)tem nao entao até mais espero que cê fique bem, mas depois não vem que não tem toma a porra do seu walkman!!! Vai vendo... tava bem mas na moral, sem nóis ta namorando...simpática formadora de K.O. ...só vem numa de que tá me amando quando eu to comendo...diz até que vai comprar meu disco antes que o do Wando...duvido, tô esperando deitado pra não cansar, ouvindo um som...só to malhando pra cuntinuar mantendo...de leve... a vida eu vô levando...não entendo porque depois de toda briga você me liga pra voltar pra você parece que esqueceu o que aconteceue vem cheia de conversa de bebê (Ah...meu bebê!)num gosto desses bagulho,eu tenho mesmo meu orgulho num borbulho em fantasia, chapado na realidade do barulho primeiro trabalho depois mulé, sabe como é que é (sei não)vocês são um ciclo que recicla, meu trabalho só tenho um, cê entende, né? Eu sei o que cê pensa:\"vou me aproveitar desse otário, fico as suas custas caso ele arruma um caso, ganho casa e um armário\"tô ligado nas suas intenções e é por isso mermo que mantenho as minha ações e minha ligações extra-compromissais, queria comemorar a nossa volta na paz, na real, hoje não vai dar, marquei com... \"ó ou\" ... té mais...Vai vendo... tava bem mas na moral, sem nóis ta namorando...simpática formadora de K.O. ...só vem numa de que tá me amando quando eu to comendo...diz até que vai comprar meu disco antes que o do Wando...duvido, tô esperando deitado pra não cansar, ouvindo um som...só to malhando pra cuntinuar mantendo...de leve... a vida eu vô levando...
Composição: De Leve / Quinto Andar.







terça-feira, 2 de junho de 2009

FAZ CERTO, QUE DÁ CERTO!



Ultimamente tenho gostado mais da vida. Tem vezes que me sinto assim. Tem vezes que penso estar entendendo o seu funcionamento. O encaixe das coisas me prova isso. Uma vez eu ouvi a seguinte frase, faz certo, que dá certo e como diria Nelson Rodrigues, é batata! E é mesmo. Não vou passar atestado de santo, não, você não entendeu nada. Não é disso que eu tô falando. Tô chamando a atenção pras coisas que não tem mais jeito. Entendeu? Não tem mais jeito. A frase se sustenta. É pra ser assim e não de um outro modo. Ah! deixa pra lá...essa conversa não vai nos levar a lugar algum...Quanto foi o jogo do Flamengo?








segunda-feira, 1 de junho de 2009

PAR OU ÍMPAR?

Nesta terça começaremos a levantar as cenas do nosso próximo espetáculo, Absurdópolis, que nos perdoe Aristófanes. Teremos apenas um mês pra encaminharmos este processo, e em seguida cairemos em cima de A Farsa do Advogado Pathelin. E como adoramos confusão, ainda esta semana iniciaremos os ensaios de Homens, Santos e Desertores, que retornará no segundo semestre.
Temos muito trabalho pela frente. Este é o meio que encontramos para contribuir com o processo de formação de platéia dentro de nosso estado. Se não produzirmos, não veremos nosso público. Não tem outro jeito. No estado de Roraima os grupos ainda produzem pouco. Alguns nem produzem, estão tão impregnados com essa história de empreendedorismo, Ponto de Cultura e se esqueceram de fazer o que realmente se propuseram desde o início, assim penso eu, que é fazer teatro. Quem não faz teatro, faz política, e assim é por aqui. A cada mudança no poder, eles correm pra situação, correm pra dar um jeito de tirarem algum proveito e de longe que eles pensam de forma coletiva. Acredito que por isso é que não estão muito preocupados com a formação de platéia no estado. Isso é evidente, pois não produzem, ou não produzem algo novo, ou então, não demonstram amadurecimento dentro de seus processos de trabalho. Enquanto isso, fazemos a nossa parte. E vamos torcer para que os grupos daqui resolvam produzir mais em 2009. E que divulguem e nos convidem para assistir aos seus trabalhos, afinal, somos pares, mesmo que de pés trocados, mas somos pares como diz uma figura articuladíssima daqui.






BANCO DO BRASIL



CONCURSO PÚBLICO
BANCO DO BRASIL
ESCRITURÁRIO

APOSTILAS À VENDA:

PORTUGUÊS
ATUALIDADES
INFORMÁTICA
MATEMÁTICA
RACIOCÍNIO LÓGICO
ATENDIMENTO
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
EXERCÍCIOS


APENAS R$ 50,00

CAFÉ COM IDÉIAS
RUA FLORIANO PEIXOTO, 402 - CENTRO
AO LADO DO COLÉGIO SÃO JOSÉ
8114 - 0349
9115 - 4048