segunda-feira, 29 de junho de 2009

OS PARES NO TEATRO

Foto: Tatiana Sodré

Essa vai ser a máscara do advogado Pathelin, falta fazer a arte toda dela. Tá crua. Eu vou usá-la no espetáculo A Farsa do Advogado Pathelin. A estréia será no final de julho, em Porto Velho. Depois, voltamos, faremos alguns ajustes e entraremos em cartaz nas praças de Boa Vista. Os ensaios acontecem nos intervalos de tempo do nosso novo espetáculo, Absurdópolis, que nos Perdoe Aristófanes. Uma puta de uma correria. Além do compromisso que firmamos com nosso amigo Chicão, do OIMAGINÁRIO, de Rondônia, que promove a II Mostra de Teatro de Rua Amazônia Encena na Rua, precisamos estar prontos. É a tal da mudança que vivo falando. A prioridade é o processo de formação de platéia. Precisamos dialogar cada vez mais com o público. Não só o do estado de Roraima, mas de todo o Brasil. Já faz algum tempo que discutimos este assunto dentro da Cia. do Lavrado. Não adianta viajarmos pra participarmos de reuniões de articulação política e não mostrarmos o nosso trabalho de fato. Afinal de contas, somos artistas de teatro. E trabalhamos. Aqui no estado tem muito artista pedinte, que se esgueira por uma maldita esmola, um lugar ao sol dentro do poder. Na verdade, não os considero como artistas. São os verdadeiros inimigos do teatro. Oportunistas! Falo mesmo, não tô nem aí. Sei muito bem o que quero. Sei muito bem da importância do teatro na minha vida. Sei muito bem como pago minhas contas. Não dá pra sacanear com isso. Porra é religioso, meu irmão! O que me deixa quieto é a certeza de que um dia a casa cai. Não tem chorumelas, amigo, uma hora a água vai ferver. Um hora vamos ver quem são os verdadeiros pares nessa história.















O BURACO



Cada um se recolhe do jeito que dá. Conheço gente que quando decide se isolar fica dias dentro de seu quarto. Tem muita maluquice por aí. Eu encho a geladeira de cerveja, compro cigarros e ligo o computador. Nada me tira de lá. Isso já é um hábito de garoto. Não vou mais lutar contra isso. Era exatamente assim com 19 anos. E um pouco antes também. Eu não tinha um computador, mas eu escrevia no caderno. Meus pais se desesperavam com isso. Eu simplesmente ficava completamente out. Já tinha passado da fase de mostrar o que eu acabara de escrever. Não fazia diferença mesmo. Dormia num quarto minúsculo, de empregada. Cama, armário e olhe lá... gostava do meu buraco, eu o chamava assim. Um dia eu tava trancado, de cara pra parede, pensando na vida, percebi que o quarto reclamava mudança. Comecei a colar papéis pelas paredes. Fechei uma. Depois a outra. Fechei todas. Parti pro teto. Era muita figura, variados símbolos da minha juventude eclética. Muitos ingressos dos shows do Celso Blues Boy, no Circo Voador, Rio de Janeiro. Eu colecionava isso. Tinha mais de 30. Só os shows do Celso, eu era fã mesmo. Não perdia um show dele. E o cara ainda manda bem pra porra. Outro dia, resolvi arrumar o quarto que costumo escrever. Passei o rôdo (^?) geral. Lembrei-me do meu buraco e em sua homenagem, eu arranquei todas as capas de meus CD’s e colei tudo no armário que tenho nesse quarto. Hoje, esse é o lugar que escolhi pra me isolar de tudo. Nem sempre tem cerveja e cigarros (é verdade, as vezes tem Vodka...), mas o computador tá lá. E cada vez mais é muito difícil me arrancar da frente dele quando eu decido viajar na minha solidão. Mas isso não é nada demais. Todo mundo faz isso, não é mesmo? Os veículos é que são diferentes. Quem não deve fazer é o cachorro, que não é ser humano. Apesar da minha convivência diária com quatro insistir em me dizer sempre o contrário. Falando nisso, vou colocar as fotos deles no armário do meu novo buraco. De certa forma, eles são meus símbolos também. Você discorda?














FÓRUM DE CULTURA DO ESTADO DE RORAIMA

Essa semana a Cia. do Lavrado se manifestou no Fórum de Cultura do Estado de Roraima. Nos apresentamos virtualmente. Temos ensaios no mesmo dia e horário das reuniões e por enquanto não podemos participar de corpo presente. Mas em breve estaremos lá. Essa é uma iniciativa que muito nos interessa. É muito bom ver vários artistas motivados e abertos ao diálogo com o poder público e privado, e o mais importante, o diálogo criado entre os segmentos das artes do estado de Roraima. Tem muita coisa pra gente reclamar. Digo reclamar mesmo. O que é a greve, senão uma reclamação coletiva e organizada? Sem tumulto, mas precisamos sinalizar que existe algo errado e exigir a sua mudança. Daí pra frente, começa o diálogo entre as partes. Essa é a nossa democracia, meu povo, não tô inventando nada. No caso da Cia. do Lavrado, por exemplo, tivemos um corte desgraçado no orçamento do Projeto A Farsa do Advogado Pathelin, pela Lei de Incentivo do Estado, e o pior de tudo é que os caras cortaram justamente o pagamento dos atores. Foi um corte de R$ 15.000,00. E sem justificativa deste terrível ato. Por que o estado de Roraima pensa que os artistas de teatro devem ganhar pouco? Cada ator dentro do projeto iria ganhar R$ 4.000, 00 com a realização, a princípio, de 10 apresentações. É muito justo. Sabemos o valor do nosso trabalho. São R$ 1.000, 00 por cada apresentação e o ator sabendo de que irá realizar bem mais do que as 10. Estamos em pleno processo de formação de platéia e não dá pra chorarmos miséria diante disso. Precisamos trabalhar de qualquer jeito. Agora, o GTAP desvalorizou absurdamente o trabalho dos atores da Cia. do Lavrado. Eles nos disseram que nós merecemos receber R$ 1.000,00 cada ator, são apenas R$ 100, 00 por apresentação. Não é a toa que o próximo espetáculo da Cia. do Lavrado se chama Absurdópolis, que nos perdoe Aristófanes. Isso nos faz lembrar algum lugar. Bem perto da gente. Isso é só o começo. O meu livro, O Desgaste do Tempo nos Dentes e o texto de teatro Apenas um Blues e uma Parede Pichada, que teve a idéia premiada pela FUNARTE em 2008, foram censurados pelo GTAP, ou seja, pelo estado. Essas são algumas das pautas que vamos levar pro Fórum de Cultura. Esperamos encontrar outros com problemas semelhantes, pois do contrário, não faz sentido algum permanecermos por lá. Foi assim com a Federação de Teatro de Roraima – FETEARR, ninguém tava de fato interessado em mudança. Essa terra daqui costuma nos acostumar, se não estivermos antenado no geral. Havia outros interesses paralelos. Tudo são experiências e como disse, esperamos ter uma ótima experiência com o Fórum de Cultura do Estado de Roraima, pelo menos, a mudança já foi citada em alguns discursos que andamos lendo sobre o Fórum. Vamos ver como fica.









1987

Tem dias que escrever é dolorido. Não que eu escreva algo que me faça sentir dor e muito menos aos outros, não é nada disso. Tem dias em que eu não quero escrever, mas não consigo me livrar da tela do computador. Isso tudo é porque eu não tenho disciplina nenhuma. Nem sei ao certo se quero disciplinar algo na minha vida. Já são tantas regras pra seguir. Em 1987 eu quebrei a minha perna. Foi feio mesmo. Fratura exposta na tíbia e fratura leve no perônio. Tava com muita cachaça na cabeça e atravessei uma rua do nada. Foi uma porrada das boas, quer dizer, me falaram, pois não me lembro de nada. Fiquei um ano com a perna direita engessada. Só aquela janelinha, saca? Um ano sem trabalhar e sem estudar. No começo, eu ficava em casa. E era o maior saco. Passei a trocar o dia pela noite. Eu já fazia um pouco disso, mas nessa época eu fiquei viciado com o silêncio da madrugada. Todos na cama. Passei por algumas fases nesse período de internação doméstica. A maioria das vezes, somente a minha respiração e um programa de rádio com os melhores flashbacks. Depois eu passei pra fase dos Titãs. Não largava mais a fita do Titãs, Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas, eles lançaram neste mesmo ano de 87. Tinha Comida, Diversão e Corações e Mentes. Essa última não é nenhum clássico dos Titãs, mas tinha um pedaço que me interessava muito, todos são tão diferentes, e eu me identificava direto com aquela quase ingênua frase. Eu morava em um prédio de quatro andares e com 18 apartamentos em cada. Era muita gente naquele troço. A minha idéia de muita gente era a quantidade dos moradores do meu prédio. Mesmo assim, na madruga reinava o silêncio quase mortal. Eu estava acordado. Comecei a escrever algumas coisas nesse ano. Não mostrava pra ninguém. Um puta de um segredo juvenil. É a minha única memória de interesse pela escrita. No sentido da criação, claro, bem distante da elaboração. Escrevi dois cadernos inteiros. Muito frases rimadas. Coisa bem doce...muita paixão, mas muita visualização da paixão. Nada de leitura do que eu sentia de verdade, apenas repetição. Depois que tirei o gesso, comecei a escrever textos. Na verdade, eu escrevia um monte de pequenos pedaços e ficava procurando um jeito de encaixá-los. Nem sabia o que era dramaturgia. Ficava desesperado pra ver uma história finalizada. E era foda de difícil. Esse material eu tenho até hoje. Não virou texto, mas muita coisa que os personagens falavam, eu consegui registrar como pensamentos, poesias, simples pedaços de literatura. Meu primeiro texto pensado pra teatro foi O Aprendiz de Feiticeiro e a Princesa Feliz, que escrevi junto com minha amiga Daniela... sei falar o nome dela, mas nem me atrevo a tentar escrevê-lo. O texto é bem pequeno. Penso até em desenvolver mais esta história. Depois comecei a arriscar mais. E daí, pra pegar o gosto não demorou muito. As vezes me acho muito indisciplinado e outras vezes reconheço que não tenho muita paciência com o meu processo de aprendizagem deste ofício. Que agora é pra vida. Bom, eu tava lendo o arquivo dos meus textos e pensei que escrever o nome deles poderia me salvar o post dessa madrugada, apesar de minhas pernas estarem intactas e passados 22 anos, continuo pelas madrugadas acertando os teclados do meu computador. As vezes, briga. Outras vezes, pura diversão. Que outra maneira eu poderia ser mais feliz? Nada é definido. Estou sempre apanhando com as mudanças.


quinta-feira, 25 de junho de 2009

ONDE A NOITE ACABA

Hoje resolvi alterar meu perfil no orkut. Eu sempre coloco na minha página textos que publico aqui no blog. Tem uma parte que se refere a filmes preferidos, ou algo parecido, e eu sempre coloco um filme de sacanagem. Isso é pra não cometer nenhuma injustiça. Gosto muito de vários filmes, gêneros diversos e então achei melhor deixar uma indicação pornográfica. Eu assisto muito, mas sempre tive a impressão de que é sempre a mesma coisa. Então, quando eu vejo uma pérola do mundo pornográfico, não fico na dúvida. Depois que saí do perfil, me lembrei de um filme que eu participei quando morava no Rio de Janeiro. Acho que foi logo depois que me formei na CAL. Onde a Noite Acaba foi dirigido pela Poliana Paiva, que se formou comigo. Ela fez um excelente filme, e com poucos recursos. Na pré-estréia, eu ainda tava no início de namoro com a Tatiana, fomos para uma festa em Santa Tereza pra assistirmos com toda a equipe. O filme retratava um dos pedaços sombrios do bairro da Lapa. Só tinha maluco naquela porra. O filme ficou foda de bom. Falei pra Tatiana que tinha uma cena de beijo, mas era só estalinho. A Tatiana ficou na boa, curtiu a festa de montão. Até a hora da exibição do filme. Na tal cena, na verdade, rolava um puta de um beijaço grudado na boca da minha colega Graciela Pozzobon, e daí pra lá, só desgraça. Porra, era um beijo artístico, como dizem por aí. Era um beijo. Até hoje ela insiste que entende o negócio do beijo e que só tá puta ainda porque eu não fui honesto com ela. Tá legal, até parece que eu acredito nessa lorota... Sei muito bem onde a noite acaba...










MAIS UM DIA...



não voltou para pegar o troco
desapareceu no meio da multidão apressada
não pensou mais nisso
evitou deixar rastros pelo seu pensamento
foi sem volta
sem baixas
sem tréguas
sem nada por dentro
sem culpa nas costas
sem nenhum entendimento
só alma












CIA. DO LAVRADO NO YOU TUBE

A Cia. do Lavrado agora também está no You Tube. O Ivan Andrade, que administra o nosso site, avisou que já temos nosso vídeo por lá. É um ensaio do espetáculo Homens, Santos e Desertores, de Mário Bortolotto, e em breve ele irá colocar o vídeo dos outros espetáculos. Esbarrando em toda essa modernidade, usando e abusando da mesma, temos todos nossos trabalhados registrados em fotos e vídeo. No segundo semestre deste ano voltaremos com este espetáculo, no Centro de Cidadania Nós Existimos. Depois coloco aqui a data de estréia.
Bom, esta foi a primeira impressão que tivemos do texto. Já discutimos muito sobre este trabalho e chegamos a conclusão de que muita coisa precisa mudar, principalmente a primeira cena, que desejamos muito que tenha um outro ritmo e acreditamos que ela irá impulsionar outras mudanças em todo o espetáculo. É uma puta de uma oportunidade trabalharmos e experimentarmos com um texto do Mário Bortolotto e autorizado por ele. Admiramos muito o seu trabalho. O exercício não cessa. Estamos loucos pra entrar em cartaz e mostrar pra vocês um outro espetáculo, bem diferente da temporada do ano passado. Por enquanto, podem dar uma bisbilhotada no You Tube.









quarta-feira, 24 de junho de 2009

PERDIDOS NO TEMPO



enquanto você se empodera
com merda nenhuma
eu me desenvolvo
tão rápido
tão calmo
com meus pés fincados no chão
sua ingênua inveja velada
não consegue mais me atingir
não rastreio mais os seus passos
desconheço informações a seu respeito
sua tentativa virou pena
e pena é um troço
frágil pra caralho
vive caindo dos pássaros











TAMANDUÁ INVOCADO


MESMO QUE INSISTA
PRA QUE EU DESISTA
É BOM SABER
QUE EU TENHO DE SOBRA
O QUE ME RESTA

Quinto Andar







terça-feira, 23 de junho de 2009

ENCONTRO COM FERNANDO PESSOA




Quem curte Fernando Pessoa não pode deixar de visitar o site
encontrocomfernandopessoa, que o meu amigo, diretor e mestre Paulo César de Oliveira me indicou hoje. É um site sobre o trabalho dele, que interpreta o Pessoa como ninguém. Um verdadeiro especialista sobre o assunto. Tem muita coisa pra ler. Arranquei esse abaixo de lá:




Sentir é pensar sem idéias, e por isso sentir é compreender, visto que o Universo não tem idéias. Ter opiniões é não sentir; todas as nossas opiniões são dos outros. Pensar é querer transmitir aos outros aquilo que se julga que se sente, mas só o que se pensa é que se pode comunicar aos outros: o que se sente não se pode comunicar. O sentimento abre as portas da prisão com que o pensamento fecha a alma. A lucidez só deve chegar ao limiar da alma. Nas próprias antecâmaras do sentimento é proibido ser explícito.

Sentir é compreender. Pensar é errar. Compreender o que outra pessoa pensa é discordar dela. Compreender o que outra pessoa sente é ser ela. Ser outra pessoa é de uma grande utilidade metafísica. Deus é toda a gente.

Ver, ouvir, cheirar, palpar – são os únicos mandamentos da lei de Deus. Os sentidos são divinos porque são a nossa relação com o Universo e a nossa relação com o Universo Deus. Só sentir é crença e verdade; nada existe fora das nossas sensações. Por isso agir é trair o nosso pensamento: agir é descrer.

Não há critério da verdade senão NÃO concordar consigo próprio. A vida não concorda consigo mesma, porque morre. O paradoxo é a forma típica da Natureza. Afirmar é enganar-se na porta. Pensar é limitar. Raciocinar é excluir. Há muito que é bom pensar, porque há muito que é bom limitar e excluir.

Substitui-te sempre a ti próprio. Tu não és bastante para ti. Deves ser um universo sem leis para poderes ser superior. Faze da tua alma uma metafísica, uma ética e uma estética; faze das tuas sensações um rito e um culto. Substitui-te a Deus indecorosamente; é a única atitude realmente religiosa. Deus está em toda parte exceto em si-próprio.

São estes os princípios essenciais do sensacionismo.














O CÉU, AS GUERRAS...A PORRA TODA!



O CÉU QUESTIONA
A MINHA EXISTÊNCIA
CASTIGA MINHAS IDÉIAS
AS ENCHEM DE ÁGUA
EU SINTO AS POSSIBILIDADES
SUMINDO PELOS FIOS DO CABELO
MOLHADO E EM PÉ DE GUERRA
COM AS MINHAS CONTRADIÇÕES
COM AS MINHAS GUERRAS
COM AS MINHAS GUERRAS
COM AS MINHAS VITÓRIAS ATACADAS
VOU ABRIR UM BURACO NO CÉU COM UM SOPRO
PULAR DE CABEÇA PRA CIMA
SUMIR PELO IMENSO...









INOCENTE



sem provas concretas
memória levemente enferrujada
totalmente desconhecida e discreta
fatos contestáveis da realidade inventada














PARA ANÁLISE


- Qual o problema se eu gosto de dar o cú? Porra, é teu? Então desencana, meu chapa! Olha, fique você sabendo que Freud já falava disso. O prazer anal. O momento em que o prazer se justifica de forma bem escatológica. É tudo parte de uma mesma raiz. Um só corpo.
- Eu só tava elogiando...
- Então pára de viadagem e como logo essa porra!
- Calma, Beth, calma, não é melhor a gente continuar a sessão? Eu tô cheio de coisas pra te contar...
- Com essa merda de vida complicada que você tem, Eugênio, se você não me comer agora eu cancelo todas as suas sessões, te dou alta e queimo o teu filme no Conselho Regional de Psicologia. Ninguém mais vai te aceitar. Come logo essa porra que é o melhor remédio pra sua cabeça.









EDITAL DA FUNARTE

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com o Instituto Cultural Sérgio Magnani, lança o edital do Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2009 para viabilizar projetos de grupos, companhias, trupes e artistas independentes que busquem, em apresentações de rua, um novo significado para o espaço público. Ao todo, 60 projetos serão contemplados, com valores de R$ 20 mil, R$ 40 mil ou R$ 50 mil. As inscrições estão abertas até 7 de agosto.

Podem ser inscritos projetos de montagem ou circulação de espetáculos, performances cênicas e intervenções urbanas. Grupos e artistas com mais de dez anos de atuação na rua têm também a possibilidade de concorrer com propostas voltadas para o registro e a preservação memorialística de suas atividades.

O material de inscrição, que inclui a documentação do proponente e o projeto técnico das ações que pretende desenvolver (ver detalhes e especificações no edital), além de um formulário preenchido, deve ser enviado, via Correios, para o Centro de Artes Cênicas da Funarte, no Centro do Rio de Janeiro. Os selecionados deverão executar as ações propostas até 30 de abril de 2010, em pelo menos uma cidade brasileira.

A análise das propostas caberá a uma comissão composta por cinco especialistas em artes cênicas, que deverão considerar a excelência artística e a viabilidade prática do projeto, a qualificação dos profissionais envolvidos e a diversidade da produção das artes cênicas brasileiras. O resultado final será divulgado no Diário Oficial da União e no site da Funarte.









ACORDA MINC!!!!



ACORDA MINISTÉRIO DA CULTURA!
A Cia. do Lavrado solicitou passagens através do edital de passagens do MINC. Fomos convidados à participar de um Festival em Uberlândia, com Homens, Santos e Desertores, de Mário Bortolotto. O evento acontecerá no período de 02 à 05 de Julho e acreditem, até agora não foi divulgado o resultado das passagens que o MINC dará no mês de julho. É uma puta de um sacanagem... os resultados deveriam sair pelo menos com um mês de antecedência. Vamos ficar de fora desta, até mesmo porque a organização do Festival já retirou a nossa participação. Que incompetência seu MINC...










quinta-feira, 18 de junho de 2009

VÁRIAS NOVAS E VELHAS CARAS

Meu amigo Gilvan deve saber o quanto eu gosto dele e o respeito como profissional competente que ele é, mas não posso deixar de registrar o seu furo com a Cia. do Lavrado. Recebi um e-mail seu, hoje, que dizia que as leituras dramáticas que acontecem no SESC foram responsáveis pelo surgimento da Cia. do Lavrado e de outros grupos de teatro no estado de Roraima. Não é verdade. Esse post é só pra isso. Pra esclarecer aqueles que receberam este referido e-mail, de que o SESC não tem nada com a criação, pelo menos, da Cia. do Lavrado. Ela surgiu independente de existir SESC no estado de Roraima. Já mandei um e-mail pro Gilvan, não sei se ele recebeu, deixa pra lá, somos amigos e vou compreender a sua desinformação. Mas é legal esclarecer, pois muitas pessoas receberam o e-mail e aí a informação acaba sendo construída de forma equivocada na cabeça das pessoas. Não queremos receber méritos por coisas que não fizemos, mas também queremos ser reconhecidos pelo que somos hoje. E os fatos fazem parte da história, então vamos entendê-los.
Mudando de assunto geral, ontem estava conversando com uma produtora, que de forma bem profissional, e é difícil, encontrarmos alguém assim, disse que não poderia trabalhar conosco se não recebesse 50% adiantado. É uma atitude louvável, mas nós, por exemplo, não podemos ainda nos dar ao luxo de fazermos o mesmo, quer dizer, de certa forma também fazemos isso quando nos solicitam uma pecinha. Só no cash, meu amigo. Não dá pra investir um tempo produzindo um trabalho e no final não ter nenhuma remuneração por isso. Eu a entendo. Vamos continuar procurando alguém que vista a nossa camisa e invista com a gente, que participe dos lucros e dos riscos. Pena não termos esta quantia, pois mesmo sem conhecer o trabalho dela, acredito de montão nesta produtora, acho que ela dá conta do recado e trabalhando da forma que ela quer e com pessoas legais, com certeza esta parceria irá dar um bom caldo por aí. Quem sabe uma outra vez...
Nunca deixamos de pagar alguém, aliás, esta semana, quem nós devíamos já foi pro brejo. Estamos quites com todos. As vezes o dinheiro demora pra sair, mas todos nós ficamos sem. Se entra dinheiro, o coletivo todo ganha. Se não entra, ninguém ganha. Sempre foi assim na Cia. do Lavrado. A única dívida que temos hoje, foi a dívida assumida na época em que fazíamos parte da Federação de Teatro de Roraima - FETEARR, pois alguns meses do serviço de divulgação do ano passado não foram pagos ao jornalista que trabalhava pra gente. Isso é uma dívida da FETEARR, mas assumimos a nossa parte, já que não fazemos mais parte da Federação. Bom, posso garantir que esta dívida será paga até o fim deste dia. Tentamos fazer sempre de um jeito que favoreça a todos. É isso.
E no próximo domingo acontece a Assembléia da Cia. do Lavrado. Vai rolar de 14h. às 17h. É uma assembléia aberta ao público. E pra quem já nos conhece, antes da assembléia, a partir das 9:30 iremos assar uma carne deliciosa, tomar uma cerveja, uma vodka, um refri, vai ser no mesmo local da assembléia, lá na nossa sede, no Centro de Cidadania Nós Existimos. Quem quiser aparecer, tranquilo, é só não chegar de mão vazia. Nesta assembléia iremos eleger a nova diretoria da Cia. do Lavrado. Acabou o meu mandato, o da Cora e o do Renildo, só eu, já tô na diretoria desde a criação da Cia. do Lavrado em 2005/2007, 2007/2009. Tá na hora de carne nova no pedaço. Iremos eleger um novo Diretor Geral e na sequência, um novo Diretor Financeiro e um Diretor Administrativo. Velhas caras novas na Cia. do Lavrado.










PENTELÍMETRO DA MINHA EXISTÊNCIA



TEM HORAS EM QUE ME PERCEBO ESTABELECENDO PADRÕES
TÁ NA HORA DISSO E DAQUILO,
ESSE É O MOMENTO PERFEITO...
PORRA NENHUMA!
TÁ TUDO ENROLADO MESMO
E É ASSIM QUE EU CONSIGO ENTENDER
UM PENTELÍMETRO DA MINHA EXISTÊNCIA.
LARGUEI A BARSA FAZ TEMPO, MEU IRMÃO...









A CULPADA É A CACHAÇA




outro dia senti saudades do beijo roubado dentro do carro, quem diria...
que cachaça maldita!
sem os finalmente, pra aliviar o peso da culpa,
as vezes acreditamos bem fácil nas nossas mentiras.











SOMOS TODOS DDA




não é porque você me dá um certo prazer que eu vou te procurar todas as noites.
tem vezes, que logo após treparmos pra caralho, eu mergulho na internet e me esbaldo com fotos de mulheres gostosas. Vou até o fim. mesmo gozando direto com você.
dá pra entender um maluquice dessas?
a obsessão é a maior desvantagem do DDA compulsivo por tudo
deixa eu escrever de novo pra ficar mais claro...
(corte desesperado do autor)










DE LEVE...

Viu só que roubada eu te livrei? Tá me devendo uma... Tava até vendo, sempre o mesmo assunto...não dá pra aguentar um chato desses, não concorda? A malandragem na vida é resumir...deixar o que é complicado, complicado. Vamos lá, resuma um pouco as suas ingênuas confusões.