quinta-feira, 23 de setembro de 2010
NÃO TEM NADA DE DIFERENTE DE ONTEM...
O dia amanheceu nublado. Uma forte chuva com cheiro de terra molhada. A temperatura oscilava bastante, mas nunca mais que 13 graus. Arrastou-se pela cama até ficar de pé. Caminhou até à pia. Colocou uma xícara de café requentado e sentou-se no sofá. Folheou o jornal do dia anterior. Preparou umas iscas para garantir o almoço. Colocou casacos, luvas e um gorro grosso. Foi para o quintal. Andou por cima da água congelada. Escolheu um bom ponto e ficou. Quebrou levemente um pedaço do gelo. Meteu a vara. Acendeu o cachimbo. Tirou uma soneca. A refeição desavisada também tentou saciar a sua fome. Levantou-se assustado. Deu um puxão repentino, que o peixe não percebeu a razão de sua morte. Fez uma fogueira na porta de casa. Ritual. Comeu até o rabo. Guardou as espinhas na sua coleção. Entrou em casa satisfeito. Agarrou uma garrafa de conhaque e voltou para cama. Colocou uma balada bem triste na sua velha vitrola. Abasteceu o cachimbo. Adormeceu abraçado de sua silenciosa parceira.
GARGANTA IRADA
tava relendo um texto que escrevi em 2008, logo após ao APENAS UM BLUES E UMA PAREDE PICHADA, que se chama GARGANTA IRADA. que é um personagem de HQ e que fala das concessões que sempre fazemos, mas que nunca assumimos de fato. todo mundo faz concessões, não é mesmo? então, resolvi escrever sobre isso. é a história de dois escritores. a mulher trabalha para um revista de gente rica, dessas tipo CARAS, saca? tá cheia de ideias pra escrever um livro, e até que escreve, mas molda ele todinho de acordo com as argumentações da editora. o cara faz HQ. diz que não se vende por nada nessa vida, e amarga uma real exclusão diante do mercado, que hoje em dia só aprova as histórias em quadrinhos no estilo Mangá. eles acabam enchendo a cara e se fudendo com um traficante filho da puta, que também não faz concessões de jeito nenhum e sem pagamento...já viu...a merda fede legal. sempre lembro de alguns amigos meus, que estão enfurnados no emprego público, que mantém um discurso da tal peça maravilhosa que ainda vão realizar, do livro que nunca escreveram, mas que tem todo o enredo na cabeça e que no fim do mês estão lá...na churarascaria cara...sorrindo e enchendo o bucho e sem a menor culpa das linhas esquecidas no caderno, dentro de sua gaveta, ou em alguma pasta em seu computador. essa vida é muito filha da puta mesmo. sei que todos fazemos concessões, mas tem horas em que devemos esquecer de vez essa possibilidade, arriscar mesmo, jogar pro alto as nossas mais exatas razões...tudo pode ser mudado, não é? basta só insistirmos bastante na ideia. meu pai sempre me dizia, - Marcelo, se você trabalhar de verdade, insistir, não tem como dar errado, talvez não seja do jeito que pensou, mas com certeza vai ser de um jeito que te deixe mais feliz. tenho feito isso. tô atento à
s minhas concessões, lógico, tenho algumas, várias... mas não posso me queixar... na verdade, sei que erro mais do que acerto, de outro modo, é o tal do equilíbrio, que é inalcansável...tô feliz assim. a minha maior concessão é insistir em algo que todos pensam ser impossível e por mais que eu esteja bem, vivendo, todos estarão olhando com pena pra mim, - coitado, é artista...deve tá na maior merda...mas é legalzinho o que ele faz... é o preço, se você se importar com o que os outros pensam....

s minhas concessões, lógico, tenho algumas, várias... mas não posso me queixar... na verdade, sei que erro mais do que acerto, de outro modo, é o tal do equilíbrio, que é inalcansável...tô feliz assim. a minha maior concessão é insistir em algo que todos pensam ser impossível e por mais que eu esteja bem, vivendo, todos estarão olhando com pena pra mim, - coitado, é artista...deve tá na maior merda...mas é legalzinho o que ele faz... é o preço, se você se importar com o que os outros pensam....quarta-feira, 22 de setembro de 2010
MEUS DIAS...MINHAS NOITES...MINHAS MADRUGADAS MALDITAS...
já sei que amanhã tô fudido... acordar bem cedo pra dar aula... bom, de teatro, menos mal...mas vou ter que acordar cedo...é foda... não me acostumo com isso... não me acostumo com esse esquema... durmo tarde todos os dias... depois que desisto do word e do computador, ainda tenho o banho, o lanche, os filmes... e de quebra, ainda tem a insônia que me persegue diariamente...a tv permanece ligada...deixo na estação de Jazz Clássico...depois fico enjoado e parto pro Rock Clássico...mas não durmo ainda...a cama é grande...tô só...parto pro canal de sexo e me canço um pouco...mas ainda não durmo...tenho que tomar outro banho...e mais um lanche...e mais uma conectada...e um livro esquecido na estante faz mais de um ano... e mais algum pensamento pra registrar... e o dia amanhece... e às vezes...desisto...fico na cama até o sono desaparecer por completo...ao meio dia ensolarado. essa é a rotina.

GRUPO REVER BELL

o de gravata é o Rogério, o cara que inflama a parada em São João da Baliza.
é muito bom viajar pelos municípios do estado de Roraima. Apresentar espetáculo para a população do interior não tem preço. estivemos em Mucajaí, na estréia, dia 07/09. dia da Independência! nada mais propício, certo? somos uma Companhia de Teatro que curte muito o que faz. nos divertimos demais. e sempre pensamos assim: se não for pra nos divertirmos, então é melhor nem fazermos. e tem sido assim até hoje. a viajem para o sul do estado foi massa! na sexta, 10/09, foi meu aniversário. que presente! com as pessoas que gosto e fazendo teatro. lógico que de noite enchemos o pote! enchemos mesmo...foi muito bacana encontrar com pessoas que fazem teatro no interior do estado e que sabemos que é muito mais complicado, certo? os caras estão fora de todo esse processo de edital, não tem as informações de imediato como nós, e sem falar que o teatro, em uma cidade pequena sofre muito mais represálias do que na capital. os caras são vencedores. o Grupo Rever Bell vai realizar a sua IV Mostra de Monólogos em São João da Baliza. olha, é a IV certo? os caras não tão de bobeira. se eu tivesse a manha de tira o chapéu, tirava pra eles. são vencedores! ah! a Mostra vai rolar dia 25/09, às 19:30, no Anfiteatro Municipal de São João da Baliza, isso mesmo, é Teatro de Rua minha gente!
PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES DA CIA. DO LAVRADO
Foto: Alexandre (SESC)
A Cia. do Lavrado continua a sua itinerância pelas ruas dos municípios do estado de Roraima. No ano em que completa cinco anos de existência no estado, a circulação do espetáculo A FARSA DO ADVOGADO SILVA E SANTOS (adaptação de A Farsa do Advogado Pathelin), projeto aprovado no Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro 2009, pretende alcançar um público de mais de 3000 pessoas. Pela primeira vez um grupo de teatro apresenta um espetáculo para todos os municípios em uma mesma temporada.
Confira as próximas apresentações da Cia. do Lavrado:
25/09 – AMAJARI (parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Amajari)
26/09 - PACARAIMA (parceria com a UERR/ Campus Pacaraima)
01/10 – CANTÁ (parceria com a SEMEC do Cantá)
09/10 – CARACARAÍ (Parceria com a SEMECD de Caracaraí)
16/10 – UIRAMUTÃ (parceria com a SEMEC do Uiramutã)
22/10 – ALTO ALEGRE (parceria com a SEMEC de Alto Alegre)
Texto: adaptação da obra medieval A FARSA DO ADVOGADO PATEHLIN, de autor desconhecido.
Adaptação: Graziela Camilo e Marcelo Perez
Elenco: Graziela Camilo, Kleber Medeiros, Marcelo Perez e Renildo Araújo
Direção, produção e cordéis: Marcelo Perez
Cenário, figurino e música: Cia. do Lavrado
Arte Gráfica: Graziela Camilo
Este projeto conta com a parceria em todos os municípios do RESTAURANTE TULIPA e MOVIMENTO DE TEATRO E CIRCO/RR
terça-feira, 21 de setembro de 2010
É O MEIO...
vou dormir. hoje foi um dia 10! trabalhei, estudei, trabalhei, trabalhei, trabalhei...enfim...nem posso reclamar das horas. não foram perdidas. não posso reclamar de nada, ainda consigo escrever essa linhas. não posso. não devo. não quero. durmo em paz. se é que ela existe de verdade. na real, nem lembro dos meus sonhos e de meus pesadelos. e isso é desde pequeno. desde a época em que mijava na cama. quando abandonei a mijada, fiquei fadado a esquecer completamente tudo aquilo entre o sono profundo e o acordar sem esperanças. apenas a espera de que a qualquer instante encontraria a minha derrota. bom, é verdade que teve muitos dias em que nem percebi que perdia. isso já é lucro. não é? todo mundo tem um pouco de Polyana dentro do seu coração. e muitos nem percebem de que se trata de uma história pra boi dormir...olha o boi de novo...boi da cara preta...é isso. fui. e não guardo nenhuma recordação prazeirosa antes dessa despedida. desligar completamente penso ser a maior das virtudes e a mais completa conscientização. mas trabalhei. então tá tudo certo! a gente nasceu pra isso mesmo, não foi? é o meio...
NÃO ME ACOMPANHE
é tudo fácil, que tem vezes que prefiro ficar gordo e aparentemente velho...sei, o cara vai pensar: -mas ele acabou de falar que pensa não ter chance de mais nada? alôoou!!!! se liga na parada...tu não tem a menor chance de me entender...tô nessa fila faz 41 anos e até agora...bulufas! vai colecionar figurinhas repetidas e alimentar a esperança de que você não é o único a não acertar o pacotinho da sorte... vai perceber que por mais que gaste todo o dinheiro roubado dentro do ônibus, e por mais que roube infinitos ônibus pela vida, jamais conseguirá completar o álbum...sacou agora?

FOGUEIRA DE SÃO JOÃO FORA DE ÉPOCA
- então, você acha que é possível esse fogo aumentar sem álcool?
- sim, é só a gente vigiar e colocar mais galhos...
- olha, essa merda tá pelas últimas, não tá não?
- sei lá...tá, mas enquanto a gente tiver por aqui o fogo permanece...tem mais cerveja na geladeira...não é o álcool que tá faltando?
- sua bêbada!
- seu bebum completamente sem noção...
- vou pegar mais combustível pra essa porra...
- vai lá... deixa que eu seguro esse fogo...
- porra! Agora até acredito que essa merda não vai apagar...
- vou cuspir na fogueira!
- não, seu maluco, vai incendiar a cidade!
ÉTICA
tava lendo um texto pra aula de Prática de Ensino em Língua Portuguesa II, que falava sobre o bom trabalho. era um texto sobre a ética. essa ética utópica de academia e que dentro do mercado de trabalho não consegue sobreviver as garras compulsivas e destrutivas e necessárias do capitalismo. o autor falava de profissões e enumerava as artes como uma profissão de segundo plano. a realidade é a seguinte...não, eu não sou o dono da realidade e nem vou dar a receita da salvação, mas o fato é que a ética anda ao lado do equilíbrio, coisa que nunca alcançaremos. então, fiz a minha resenha e larguei o verbo no papel. ética? o que você quer dizer com isso na prática? olha, não existe nada mais antiético que assustar as criancinhas com histórias, de mulher do saco, a loura do banheiro... essas coisas ridículas que inventaram para nos assustar. sem falar na canção do boi da cara preta, que meus pais cantavam para que ele me levasse se eu tivesse medo de careta. parei com essa parada... TENHO MEDO DE CARETA MESMO! CARA FEIA É FOME! FODA-SE O BOI DA CARA PRETA! tamo fudido com a educação desse país... e ainda tem uns babacas que prometem mudar tudo nessa eleição...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010
BEST FRIEND?
hoje, na aula de inglês, meu professor me perguntou quem é o meu melhor amigo? deu branco. na boa, deu branco porque eu não sabia explicar em inglês, que eu não tinha um melhor amigo. ou que eu não sabia qual a definição de melhor amigo. sei como dizer isso em inglês, mas não sabia como pensar isso em inglês, entende? explicar com detalhes... melhor amigo? não tenho. nunca tive. tenho pessoas que admiro demais e que sei que gostam muito de mim. melhor amigo é foda! não sei, talvez, se eu for remexer as memórias até que posso encontrar alguns, mesmo sabendo que eles, talvez, não me considerem assim. tive o grande prazer de dividir inesquecíveis momentos com várias pessoas nessa vida. nunca pensei nesse lance de amigo. sempre tive a impressão do todo descartável. sempre persegui a ideia de que não dá muito pra se apegar, pois de uma hora pra outra já era! sempre esperei pelo pior. e não sou um cara negativo, mas é que sempre as coisas dão errado em algum momento, entende? sempre foi assim comigo. teve um tempo que eu até pensava que o lance era comigo, mas depois, percebi que faz parte da vida. não dá pra passar o resto da vida se decepcionando. chega uma hora que é melhor assumir que as coisas não vão para o meu lado. e que na verdade eu é que tô a todo o momento tentando dar um jeito. e às vezes até que consigo, mas é temporário. a merda, mais cedo ou mais tarde fede. bom, dito isso, amigo? não tenho. acredito em Deus, mas nem mesmo Deus ou deus tenho certeza de que existe. apenas acredito. talvez a parada seja essa, acreditar que exista amigos. simplesmente acreditar. lembro da minha infância e de caras que andavam comigo. que jogavam botão, soltavam pipa, jogavam futebol e quebravam as lâmpadas do prédio em que morava num subúrbio do Rio de Janeiro. o núcleo da bomba. bairro Bonsucesso, ironia do destino, não é? o bairro em que nasci e morei até os 19 anos. depois, lembro da adolescência, e de uns caras que percorriam todos os bairros do Rio de Janeiro dentro de um fusquete invocado e enfumaçado. depois, lembro da turma do teatro e assim vai...mas amigo...não sei. talvez até os tenha, mesmo sem perceber, mesmo sem nunca ter percebido. essa vida é tão descartável, que até mesmo os meus pensamentos mais imediatos parecem desaparecer bem no ato de sua existência.

A LUTA CONTINUA!
tosa luta continua! sério... olha, mesmo fazendo teatro nesse estado há cinco anos...mesmo produzindo, pelo menos um espetáculo novo a cada ano, com ou sem recursos...é foda conseguir a tal valorização. veja bem, nós, da Cia. do Lavrado, nos valorizamos a todo o momento. sabemos quem somos e não falo isso com um pingo de arrogância. a merda toda são os outros, que ainda insistem em nos oferecer cachês que não dão nem para a saída. não sei, tem vezes que dá vontade de colocar no jornal: - ei, o que precisamos fazer pra vocês perceberem que não estamos mais na década passada? acorda! cara , produzir um espetáculo é difícil pra caralho! na Cia. do Lavrado, o único que trabalha só com teatro sou eu. além do grupo, dou aulas de teatro e faço Letras/Literatura, se Deus quiser me formo ano que vem, na UFRR. é foda demais coordenar horários, interesses e tudo o mais. outro dia nos fizeram um convite para apresentarmos um trabalho de prevenção às DST/AIDS. colocamos o nosso preço. é isso. se não rolar, fazer o quê? na semana passada me convidaram para gravar uma vinheta de um candidato ao senado aqui no estado. me ofereceram R$ 200,00. olha, na boa, nem pra sair de casa eu aceito essa proposta. sério! não dá! o cara tem grana pra caralho. o estado de Roraima é só o seu escritório, porque nem morar aqui ele mora, e eu vou colocar a minha imagem direto na mídia por 200 pilas? nada disso. o pior é que tem gente que topa e por isso o preço não sobe. é verdade, enquanto tivermos artistas topando trabalhar por R$ 200,00, os caras vão continuar fazendo essas propostas indecorosas...mas vamos lá, a vida continua e tem muita coisa pra ser realizada. ainda.

CADÊ A POLÍCIA????!!!!!
Em terra de cego quem tem um olho é rei... mas aqui no estado de Roraima, nem mesmo se você tiver uns dez olhos, tem muita coisa que você não vê e jamais verá. Essa história de cultura, teatro... veja bem, tem um monte de gente aqui no estado aprovando vários editais e não executando os seus projetos. Basta só clicar no google que vocês verão a picaretagem. Não vão achar nada! Cadê o dinheiro? E os projetos? E tem muita gente aqui que faz a chamada casadinha. Aprova o mesmo projeto em mais de um edital e não executa por cada um. Não sei, isso não é legal... a Cia. do Lavrado trabalha com ou sem recursos. Se aprovássemos um projeto para dez apresentações em um edital e mais 10 em outro, é lógico que faríamos 20 apresentações. Adoramos o que fazemos e buscamos recursos, sempre, para realizá-los. Mas tem uma banda podre aqui que não são artistas, não são produtores, não são porra nenhuma dentro do teatro, que se perderam em algum momento da vida deles, sabe aquele momento em que o cara pensa: - o que faço? sou artista e assumo todos os riscos, ou vou meter a cara e me dar bem legal? Olha, faço cobranças aqui para pessoas que se dizem gestores, mas que ignoram as minhas cobranças. Gostam mesmo é de babar em suas falas e dizer que ficam felizes quando as suas colocações são discutidas em grupo. Uns merdas! Uns infelizes! Uns perdedores, é o que são. Na boa, me deixa fora do sério. Amo muito o que faço. Tô nessa estrada desde 1990. Comecei a ganhar dinheiro com teatro, quer dizer ser remunerado, só 10 anos depois. Já fui pro sinal no Rio de Janeiro vender espetáculo, quer dizer, pedir dinheiro para montar espetáculo, é já fiz isso, e umas três vezes. Foi divertido. E montei os espetáculos lá no Rio. Já vesti roupa de rinoceronte e passei o dia inteiro dentro do TIVOLI PARK no Rio, um sol de rachar as ideias, também, filipetando, para depois, no fim da tarde fazer o espetáculo, Paulo César de Oliveira que o dia, né PC? Tá de sacanagem... sei exatamente o valor de estar hoje com condições de produzir, com recursos. Aqui no estado de Roraima, a maioria dos espetáculos que produzi foi com recursos do Governo Federal. Realizei projetos, também, com recursos da Secretaria Estadual de Saúde e com o empresariado local e só! Sem falar dos trabalhos independentes... olha, a coisa é séria, depois que inventaram a porra da denominação GESTOR, parece que todo mundo pegou essa doença e o pior é que não fazem nada. Não são gestores. A merda toda é quando lemos os e-mais de alguns, os caras fazem questão de no final, na hora de assinar o e-mail, colocar todas as suas pseudo-colocações na sociedade. É muita baixa auto-estima... dá um tempo...tem gente que não faz porra nenhuma e diz até o curso que faz na universidade...parei com isso... fui...

PROJETOS FUTUROS...
Alex Zantelli, Marisa Bezerra e Weliton Calmon
Cia. Malandro é o Gato (temporada ótima este ano no SESC/RR)
Foto: divulgação
Ainda este ano, ou mais tardar em janeiro, estréia SE MEU PONTO G FALASSE, texto de JÚLIO CONTE, HELOÍSA MIGLIAVACCA e PATSY CECATO, que será montado pela Cia. Malandro é o Gato, de Boa Vista/RR. Este projeto foi aprovado na Lei de Incentivo do Estado de Roraima (que existe para poucos privilegiados...) Fui chamado para dirigir e a Graziela Camilo dividirá a cena com Marisa Bezerra, que é a própria Gata desse grupo de malandros. É um enorme prazer participar desta direção, ainda mais por se tratar de um outro grupo aqui do estado. Olha, as coisas nem sempre foram assim por aqui. Houve épocas em que convidar artistas de outros grupos era motivo de briga e das feias! Legal o Malandro é o Gato convidar dois integrantes da Cia. do Lavrado para participarem deste projeto. Vamos nos divertir de montão! É só o que posso adiantar. Na sequência, assim que o espetáculo estreiar, começaremos os ensaios de APENAS UM BLUES E UMA PAREDE PICHADA, que foi contemplado no Edital Microprojetos Mais Cultura da Amazônia Legal 2010, com a Grazi dividindo a cena sei lá com quem... precisamos de um atriz com a maior urgência! A luz será do Renato Barbosa, que manda muitíssimo bem, obrigado.
PRÓXIMA PARADA: AMAJARI
Foto: Alexandre (SESC)
No próximo dia 25/09, sábado, a Cia. do Lavrado apresentará seu novo espetáculo, A FARSA DO ADVOGADO SILVA E SANTOS, no município de Amajari. A apresentação está marcada para às 11h. Será a nossa 5ª apresentação no estado de Roraima. Este espetáculo foi montado com recursos do Prêmio FUNARTE Myram Muniz de Teatro 2009 e conta com a parceria do TULIPA RESTAURANTE, MOVIMENTO DE TEATRO E CIRCO/RR e a SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE AMAJARI.
Este espetáculo é uma adaptação do texto medieval e de autor desconhecido A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN, na verdade, mudamos o título e localizamos as ações e linguagem nos dias atuais e em nossa região. Quem já viu o Pathelin perceberá de que se trata da mesma história. Montamos este texto em 2006, também com recursos da FUNARTE e nas ruas de Boa Vista. Na época visitamos várias praças da capital do estado. Dessa vez, vamos visitar todos os municípios do estado. É uma temporada histórica, pois nunca nenhum espetáculo foi apresentado em todos os municípios e em uma mesma temporada. A recepção do público do interior é divina! Todos com uma vontade imensa de se divertir, de aroveitar ao máximo o que temos à oferecer. Fazer teatro de rua no estado de Roraima é muito bacana. Mais grupos de fora do estado deveriam experimentar estas bandas. Simplesmente indescritível!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
APENAS UM BLUES E UMA PAREDE PICHADA
No dia 09/09/2010 foi anunciado o resultado dos projetos contemplados do Edital Microprojetos Mais Cultura da Amazônia Legal e o meu projeto APENAS UM BLUES E UMA PAREDE PICHADA foi contemplado. É o segundo prêmio que este projeto recebe. O primeiro foi a Bolsa FUNARTE de Estímulo à Criação Artística - Dramaturgia, em 2008, que fui contemplado para escrever o texto. Na sequência coloquei o projeto de montagem do texto na Lei de Incentivo do Estado de Roraima e fui comunicado pela banca avaliadora que eu precisava mudar meu texto para ser aprovado. Lógico que não mudei por causa disso. E não recebi o incentivo. E agora, a FUNARTE e a Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura contemplaram o meu projeto de montagem. O texto APENAS UM BLUES E UMA PAREDE PICHADA foi escrito a partir de minha observação sobre um fenômeno que ocorre aqui no estado e que algumas pessoas daqui não gostam muito de tocar no assunto: o suicídio de jovens no estado de Roraima. Este projeto já estava engatilhado na Cia. do Lavrado, montaríamos com ou sem recursos em 2011. Fico feliz com o resultado, pois é bem melhor trabalhar sem correr tantos riscos. É isso.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
PELO SUL DO ESTADO
FOTO: ALEXANDRE (SESC)
Nos dias 10, 11 e 12/09 estivemos nos municípios de São João da Baliza, Rorainópolis e Iracema, respectivamente. As apresentações foram ótimas e fomos bem recebidos pela população local. Das 15 apresentações que constam no projeto já realizamos quatro. E vamos em frente, no dia 25/09 estaremos no município de Amajari, com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde.
Chegamos ao município de São João da Baliza na tarde de sexta. Organizamos a nossa alimentação, estadia e relaxamos um pouco. Houve um atraso para o início do espetáculo, pois até às 17h nem tínhamos a certeza se haveria ou não espetáculo. A organização na cidade, que nos recebeu muito bem, só ficou sabendo de nossa chegada em cima da hora e eles não estavam preparados ou não sabiam muito bem o que fazer. Foi anunciado na rádio local e o público compareceu. Este espetáculo teve um público de 80 pessoas. Todas com muita vontade de se divertir, de ver novidades, de interagir conosco. Foi muito bacana ver a satisfação do público e a participação durante todo o trabalho. À noite, comemoramos o meu aniversário com nossos amigos de Baliza, que também fazem teatro por lá. Foi bom demais!
Pela manhã, partimos para Rorainópolis. Um sol de rachar a cabeça. Chegamos à unidade do SESC e nos acomodamos. A organização de lá, também ficou sabendo em cima da hora sobre nossa viagem, mas como em Baliza, fomos muito bem recebidos. Em Rorainópolis tivemos mais público. Mais de 100 pessoas. Muitas estiveram presentes em 2008, quando levamos o espetáculo A Retrete ou a Latrina. E mais uma vez a interação foi genial. O espetáculo amadureceu mais um pouco. Brincamos mais, estávamos mais à vontade, normal a cada apresentação.
Pela manhã de domingo partimos para Iracema. Fechamos a viagem com chave de ouro. Mais uma vez fomos bem recebidos pela organização local do SESC. Embora o carro de som tenha anunciado que haveria um filme chamado A Farsa do Advogado Santos e Silva, o público, mais de 200 pessoas, curtiu muito o espetáculo A Farsa do Advogado Silva e Santos. Até isso foi divertido. Muita criança em Iracema. Muita gente que nunca foi à Boa Vista, capital do estado, e consequentemente nunca assistiram a uma peça de teatro. Fazer espetáculo para esse público foi surpreendente.
O chapéu não rendeu muito, o público nem sabe direito o que isso significa. Em Rorainópolis rendeu R$ 31,00, mas nos outros municípios não saiu de R$2,00. O fato é que quando eles percebem que tem gente colocando dinheiro no chapéu, até se animam e foi o que aconteceu em Rorainópolis.
No mais, correu tudo bem. Muito bom ter parceiros, como o SESC, que se interessa em levar teatro para os municípios do estado de Roraima, tendo em vista que a população de lá não tem esse hábito, aliás, até mesmo na capital esse hábito ainda é bem fraco, mas as coisas estão melhorando. Tem muita gente produzindo coisas legais aqui no estado. Agora é preparar a mala para as próximas viagens e torcer para que seja feita uma ótima divulgação nos outros municípios e na sequência faremos a capital.
sábado, 11 de setembro de 2010
OS RESTOS DA HISTÓRIA QUE NÃO TE CONTEI...
O negócio é o seguinte: percebemos que estamos na maior pressão. Tudo bem, conseguimos aprovar um projeto de circulação por todos os municípios do estado de Roraima. Primeira vez na história do teatro desse estado. Olha, na sexta, dia 10/09, foi meu aniversário e de quebra, chegamos em São João da Baliza e ninguém sabia da nossa chegada. Veja bem, fui até o bar da sinuca e fiquei por lá. Até, quase, 18h, ninguém sabia se haveria espetáculo. Somos assim. Não dá pra ver que somos assim? Acorda, cumpade! Fizemos a nossa parte, mesmo com todo o tumulto e atraso, fizemos a nossa parte. Foi bom demais. Tirando a recepção, que não rolou e todo o nosso excesso na sexta-feira, foi bom demais. O público é mágico! Gostam muito de teatro e olha que muitos nunca viram teatro, se quer foram à capital, Boa Vista. Então, valeu. Tô feliz de montão. Vamos em frente.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
ITINERÂNCIA EM MUCAJAÍ
Ontem, dia 07/09/2010, a Cia. do Lavrado iniciou a sua itinerância pelo estado de Roraima. O primeiro município foi Mucajaí, 55km da capital Boa Vista. Fizemos parceria com a SEMCET, Secretaria Municipal de Cultura, Educação e Turismo de Mucajaí, que nos recebeu muito bem nesta terça da Independência. A nossa apresentação esteve dentro de um evento esportivo promovido por esta Secretaria.
Descarregamos os carros, escolhemos o lugar mais adequado para nossa apresentação e iniciamos nossos trabalhos (aquecimento e maquiagem). O público, curioso, se aproximou aos poucos e assim começamos a nossa interação naquele município. Após a abertura do evento, começamos a tocar nossos instrumentos e mais pessoas se aproximaram. Com a roda formada, iniciamos o espetáculo. A maioria das pessoas presente não tinha a menor noção do que iria acontecer, pois na cidade não tem teatro e muito menos grupos que realizam teatro de rua. Com certeza, para muitos ali foi a primeira vez que assistiram a um espetáculo de teatro de rua.
A cidade tem a tradição de realizar todos os anos a Encenação da Paixão de Cristo, mas após esta época não acontece nada de teatro na cidade. O Grupo de Teatro Teo Artes, que conseguia mobilizar muitos jovens, já não existe mais. Muitos se mudaram para a capital desarticulando suas ações. Eles conseguiam reunir um grupo grande de jovens, isso em 2004 e realizavam as suas apresentações em uma casa, que foi transformada em sala de espetáculo e que hoje, também, não existe mais.
A apresentação foi ótima, tendo em vista que tivemos que disputar com uma caixa de som que narrava o jogo de futebol e ainda com os carros de som que passavam anunciando seus políticos preferidos. Lógico que nossa voz não aguentou por muito tempo, mas aconteceu. Ficou a experiência de não marcarmos mais nossas apresentações dentro de eventos em que ao mesmo tempo irá acontecer outra atividade. A organização, que nos levou até Mucajaí, esteve sempre presente e tentando melhorar as condições para que pudéssemos realizar um bom trabalho.
Quanto ao espetáculo fico feliz por ter percebido o quanto funcionou com aquele público, ou seja, o que nos programamos em fazer deu certo. Ele não está pronto, na verdade, vamos amadurecê-lo dentro da itinerância, pois por mais que estejamos ensaiados, sempre teremos que rever algumas escolhas.
Nossa próxima parada é o município de São João da Baliza, dia 10/09, dia do meu aniversário. Na seqüência faremos Rorainópolis, dia 11/09 e Iracema, dia 12/09. Essas três apresentações contamos com a parceria do SESC/RR. Esse projeto foi montado com recursos do Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro 2009 (suplência) e tem a parceria em todas as apresentações do Restaurante Tulipa, do Movimento de Teatro e Circo/RR e do Movimento Nós Existimos.
É isso. Uma paradinha para o café e vamos voltar para a estrada.
É...
-
o fogo tá alto...
o fogo tá alto...
- é...
- tá pegando geral...
- é...
- tá quente aqui, não é?
- é...
- seu safado...já tava armado, né?
- é...
- ai...seu safado...
- ai...seu safado...
- é...
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